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Club Med Gramado

Club Med Gramado: a âncora de mais de R$ 1 bilhão que deve redesenhar o crescimento da Serra Gaúcha

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INSIGHTS ESTRATÉGICOS DO CONTEÚDO:

  • Sirena Gramado: complexo turístico e imobiliário com investimento superior a R$ 1 bilhão, em 205 hectares entre Gramado e o Parque do Caracol (Canela).
  • Estrutura societária: Grupo Sirena em parceria com DC Set Group e Club Med, com obras pela Tedesco (grupo HTB).
  • Será o primeiro Club Med Exclusive Collection da América do Sul e o quarto da rede no Brasil, com 250 acomodações e 20 villas. 
  • Obras iniciadas em 2025, com 750 a 800 trabalhadores/dia no canteiro. 
  • Estrutura mista de concreto e metálica com lajes steel deck — formato que reduz o prazo de 3 a 4 anos para a entrega prevista. 
  • Cerca de 7 blocos; o bloco C2 é o mais avançado, com esqueleto estrutural 100% concluído e lajes concretadas. 
  • 20% de execução em agosto de 2026.
  • Primeira fase (resort, centro de casamentos, heliponto e 20 villas) prevista para novembro de 2027, quando o complexo deve gerar cerca de 1.000 empregos diretos. 
  • O Sirena é a âncora da Nova Centralidade de Gramado, projeto da prefeitura para expansão ordenada ao norte e melhoria do trânsito.
  • A área total é de 914 hectares (o Sirena ocupa 205), aprovada pela Câmara em maio de 2026 e integrada ao PDDI.
  • O Club Med atua como catalisador: atrai turismo de alto padrão, amplia arrecadação e cria a infraestrutura que puxa o desenvolvimento da nova centralidade.
  • Expectativa: elevar o ticket médio do turismo local e posicionar Gramado como destino de luxo o ano inteiro, não só em temporada.

 

Gramado vive um dilema conhecido por quem circula pela cidade: cerca de 40 mil habitantes recebem cerca de 8 milhões de visitantes por ano, e o trânsito já não comporta esse fluxo. A resposta a esse gargalo, segundo o poder público e a iniciativa privada, está na região norte do município — e tem o Club Med como peça central.

O Sirena Gramado é um complexo turístico e imobiliário de com investimento superior a R$ 1 bilhão, erguido em uma área de 205 hectares entre Gramado e o Parque do Caracol, em Canela. O empreendimento é capitaneado pelo Grupo Sirena em parceria com o DC Set Group e o Club Med, com obras executadas pela construtora Tedesco, do grupo HTB.

O resort será o primeiro Club Med Exclusive Collection da América do Sul e o quarto da rede no Brasil, com 250 acomodações e 20 villas. O complexo prevê ainda centro de casamentos e convenções, parque de arvorismo, jardim botânico, orquidário, trilhas, heliponto, fábrica de sorvetes e área reservada para um hospital. O projeto urbanístico é do escritório Jaime Lerner, a arquitetura do Club Med é da UNYT e os interiores levam a assinatura do designer francês Marc Hertrich.

Entre os diferenciais está a pista de esqui outdoor, apontada como a maior da América Latina, instalada em uma área de 40 hectares. O conceito do projeto, batizado de “Cidade Natureza”, integra as construções à paisagem da Serra, respeitando relevo, cursos d’água e as vistas principais.

A fase da obra

As obras começaram em 2025. O canteiro opera com média de 750 a 800 trabalhadores por dia. A obra adota estrutura mista de concreto e metálica, com lajes em sistema steel deck e formas metálicas locadas — um formato que reduz o prazo de 3 a 4 anos de uma construção convencional para a entrega prevista.

O empreendimento é dividido em cerca de sete blocos, sendo o C2 o mais adiantado, com o esqueleto estrutural 100% concluído e todas as lajes concretadas. A primeira fase, que inclui o resort, o centro de casamentos, o heliponto e as 20 villas, tem entrega prevista para novembro de 2027 — quando o complexo deve atingir cerca de 1.000 empregos diretos. Em agosto de 2026, as obras já registravam 20% de execução.

Canteiro de obras do Sirena Gramado/Club Med Gramado

Club Med faz parte de projeto do poder público

O Sirena Gramado não é apenas um empreendimento isolado: ele é a âncora da Nova Centralidade de Gramado, projeto urbanístico da prefeitura que prevê a expansão ordenada da cidade rumo ao norte, visando melhorar o trânsito e o fluxo de visitantes no destino. A área, de 914 hectares (o Sirena ocupa 205), foi aprovada pela Câmara de Vereadores em maio de 2026 e integra o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI).

Nesse contexto, o Club Med funciona como catalisador: além de atrair turismo de alto padrão e ampliar a arrecadação, ele cria a infraestrutura que puxa o desenvolvimento da nova centralidade, desafogando o trânsito e qualificando a expansão urbana. A expectativa dos envolvidos é que o complexo eleve o ticket médio do turismo local e posicione Gramado como destino de luxo durante todo o ano — não apenas em temporada.

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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado