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João Cazeiro

Livá apresenta modelo de branded residence no Turistrends

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Insights Estratégicos do Conteúdo:

  • João Cazeiro, diretor de novos negócios da Livá, apresentou a Livá Residence e o modelo de Branded Residence, no Turistrends.
  • Branded residence como nova categoria: o modelo une uso pessoal, geração de renda e gestão profissional, reposicionando a fronteira entre hotelaria e incorporação imobiliária no Brasil
  • Lacuna de mercado identificada: desenvolvedores buscavam operadores especializados em produtos residenciais com gestão hoteleira, mas não existiam — a Livá Residence foi criada para preencher esse espaço. 
  • Tendência global: 747 projetos de branded residence lançados entre 2013 e 2032 no mundo, com expansão crescente, ligada a compradores que não aceitam mais imóvel fechado a maior parte do ano
  • Marca como ativo, não selo estético: a presença de operadora reconhecida agrega valor ao m² e reduz o risco percebido na aquisição 
  • Atuação desde a concepção: a Livá participa desde o início do projeto — desenho operacional, áreas comuns, dimensionamento de serviços e posicionamento comercial — não apenas na operação pós-obra
  • Redefinição de categoria: produtos que agregam serviço, experiência e hospitalidade — uma nova forma de desenvolver imóveis de segunda residência no Brasil

 

No palco do Turistrends, em 25 de agosto, em Goiânia (GO), João Cazeiro, diretor de novos negócios da Livá Hotéis & Resorts, apresentou o modelo de branded residence,  residências com hospitalidade que une uso pessoal, geração de renda e gestão profissional — e reposiciona a fronteira entre hotelaria e incorporação imobiliária

O objeto da palestra era apresentar a Livá Residence — um modelo de negócio que propõe uma mudança estrutural na forma como imóveis de segunda residência são pensados, comercializados e operados no Brasil.

Nascida na multipropriedade

A Livá nasceu no período pós-pandemia, como braço dedicado à gestão hoteleira de multipropriedades, dentro da Átrio, grupo hoteleiro de capital 100% nacional sediado em Joinville. Hoje, o grupo opera 110 empreendimentos sob gestão, abrangendo resorts, hotéis de lazer, condomínios e, mais recentemente, residências.

A expansão para o segmento de residências surgiu de uma lacuna identificada no mercado. Quando o grupo foi procurado por desenvolvedores interessados em produtos residenciais com gestão hoteleira, não havia operadores especializados nesse formato. A solução foi criar, dentro da essência hospitalidade que define a empresa, um braço específico. “Na essência nossa de companhia, de hospitalidade, montamos esse braço dentro da Livá, para atender os residenciais”, contou o executivo da Livá.

Segundo dados apresentados por João Cazeiro, 747 projetos de branded residence foram lançados entre 2013 e 2032 no mundo, com trajetória de expansão que se intensifica nos próximos anos. Esse movimento, afirma ele, está diretamente ligado a uma nova demanda dos compradores — um público que não se contenta em adquirir um imóvel e deixá-lo fechado a maior parte do ano.

Dois produtos, duas estratégias

Para ilustrar o modelo, o executivo da Livá apresentou dois empreendimentos concretos, com perfis distintos de público e investimento.

O primeiro é um condomínio de casas em Alter do Chão, no Pará, com 40 mil metros de terreno, 21 casas de 3 a 6 suítes, valores entre R$ 5 e R$ 8 milhões e VGV de R$ 120 milhões. ‘’Trata-se de um produto de terceira ou quarta residência, voltado a um comprador que utiliza o imóvel uma ou duas vezes por ano. A estrutura completa — restaurante, bar, spa, academia, piscina e recreação — só é viável porque o condomínio combina uso dos proprietários com hospedagem hoteleira’’, disse ele.  

O segundo é o Mudra, localizado em Domingos Martins, no Espírito Santo, próximo a Pedra Azul. São 78 unidades entre 50 e 65 metros quadrados, com ticket entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão, e apelo mais voltado ao investimento — embora mantenha o componente de uso. ‘’O produto compete diretamente com a locação por plataformas como Airbnb, mas agrega serviços hoteleiros completos. A diferença em relação a um apartamento convencional está justamente na camada de serviço que a operação hoteleira proporciona — algo que um condomínio residencial tradicional não consegue oferecer’’, ressalta Cazeiro.

Marca traz mais valor ao projeto

A marca, no modelo Livá Residence, não funciona apenas como selo estético. Para o executivo, a presença de uma operadora reconhecida agrega valor ao metro quadrado de forma considerável.

Mais do que gerenciar a operação pós-obra, a Livá atua desde a concepção do produto. A empresa se reúne com os arquitetos e incorporadores desde o início do projeto, contribuindo no desenho operacional, na definição de áreas comuns, no dimensionamento de serviços e no posicionamento comercial. No estande de vendas, a presença da operadora responde à pergunta que, segundo Cazeiro, é a primeira que o comprador faz — e não é sobre preço. “Ele não quer saber se vai construir o imóvel, quer saber quem que vai operar”, revela. ‘’Ter o respaldo de um dos maiores grupos hoteleiros de capital nacional do país por trás da operação gera confiança e reduz o risco percebido na aquisição’’.

Uma nova categoria no turismo imobiliário

A palestra de João Cazeiro propôs, em última instância, uma redefinição de categoria. “Uma nova forma, um novo formato, para desenvolvedores, trazer produtos diferentes — produtos que agregam serviço, e agregam experiência e hospitalidade’’, concluiu ele.

  • O Turistrends aconteceu em Goiânia (GO), no Centro Cultural Oscar Niemeyer, nos dias 25 e 26 de agosto.
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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado