INSIGHTS ESTRATÉGICOS DO CONTEÚDO:
- Quatro anos de administração privada no Parque do Caracol, em Canela (RS), pelo Grupo Iter com contrato de 30 anos assinado em novembro de 2022.
- Cerca de 500 mil visitantes/ano, mais que o dobro do fluxo anterior à concessão.
- Aproximadamente R$ 100 milhões aplicados em melhorias desde 2022.
- NPS subiu de 28 para 90; meta declarada é 1 milhão de visitantes.
- Cerca de 200 empregos diretos.
- A Cascata do Caracol de 131 m deixou de ser apenas paisagem: até 2022 o parque dependia de trilhas e pontos de contemplação.
- Investimentos do Grupo Iter: Mirante da Cascata: de 40 m² para quase 2.000 m², com piso de vidro sobre o vale.
- Novas Atrações: Corajoso (jan/2026): plataforma suspensa a mais de 131 m de altura; Ousado: salto de pêndulo de quatro segundos em frente à queda; Encaracolado (previsto para dezembro): equipamento importado da Bulgária.
- Praça dos Gaúchos na entrada, com lojas e alimentação de temática gaúcha; restaurante 20Barra9 abre no início de novembro.
- Trilhas revitalizadas e 12 novas churrasqueiras.
O Parque do Caracol, em Canela (RS), completou quatro anos de administração privada do Grupo Iter com cerca 500 mil visitantes por ano, mais que o dobro do movimento anterior à concessão, e R$ 100 milhões aplicados em melhorias desde 2022. O contrato, de 30 anos, foi assinado em novembro de 2022 pelo Consórcio Novo Caracol, liderado pelo grupo, vencedor do leilão realizado na B3 em agosto daquele ano com oferta de R$ 150 milhões. A modelagem foi estruturada com apoio do BNDES.
A cascata de 131 metros, atração principal, deixou de ser apenas paisagem. Até 2022, o parque dependia de trilhas para caminhada e de pontos de contemplação da queda. A intervenção mais visível desde então é o Mirante da Cascata, que passou de 40 m² para quase 2.000 m², com piso de vidro sobre o vale.
Além de equipamentos para contemplação, o Grupo Iter também investiu em atrações mais radicais. Em janeiro de 2026 o parque inaugurou o Corajoso, plataforma suspensa que permite caminhar a mais de 131 metros de altura. Depois veio o Ousado, um salto de pêndulo de quatro segundos em frente à queda d’água. Para dezembro está prevista o Encaracolado, que a gestão apresenta como inédito na América Latina e cujo equipamento foi importado da Bulgária.

Na entrada do parque, a Praça dos Gaúchos reúne lojas e pontos de alimentação com foco na tradição do Rio Grande do Sul. No mirante, o restaurante 20Barra9 tem abertura prevista para o início de novembro. As trilhas foram revitalizadas e a área de churrasqueiras ganhou 12 unidades.
Antes da concessão, o parque recebia menos da metade do público atual, segundo Sandra Ferraz, gerente-geral do Caracol. A meta declarada é chegar a 1 milhão de visitantes. O NPS, indicador de satisfação, subiu de 28 para 90. A operação emprega cerca de 200 pessoas em postos diretos, e a maioria dos locatários da Praça dos Gaúchos é de Canela ou de Gramado.
Comunidade
Moradores de Canela e Gramado têm gratuidade. Pessoas nascidas no Rio Grande do Sul pagam metade do ingresso, desconto mantido depois da enchente de 2024. O bilhete avulso custa R$ 134,90; o combo com Corajoso e Ousado chega a R$ 479,90.
Na capacitação, o parque mantém o Educa Caracol, programa de educação ambiental para alunos do município e do estado, e os Caminhos do Turismo, em parceria com a Universidade de Caxias do Sul, que forma profissionais para atuar no próprio parque ou em outros atrativos da Serra. “A concessão vem não só para agregar a própria concessão, mas todo o território”, diz Sandra Ferraz.
Conservação como parte do negócio

“O Estado assume o seu papel de legalização, de acompanhamento, de cobrança, e a gente assume o papel de investimento”, afirma a gerente-geral. “O poder público tem que fazer o que sabe fazer bem e deixar a empresa privada fazer esse tipo de gestão.”
Ela ressalta que, apesar dos contratos longos, a empresa privada não se torna proprietária do ativo: as melhorias e a conservação ambiental ficam para o poder público ao fim da concessão. “Não vamos conseguir levar esse mirante na bolsa quando sairmos daqui. Isso vai ficar, é patrimônio do parque.”
Sobre o Grupo Iter
O Grupo Iter não chegou ao Caracol como estreante. Já operava atrativos naturais com o Parque Bondinho Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. A concessão assinada com o governo do Rio Grande do Sul contempla, além do Caracol, a gestão do Parque Estadual do Tainhas, unidade de conservação entre Cambará do Sul e Jaquirana, onde a empresa conduz travessias de 4×4 entre o Passo do Oeste e o Passo da Ilha e busca a certificação internacional Dark Sky, que seria a segunda do país e a primeira do estado, com novidades previstas para 2027. O portfólio inclui ainda a C2Rio, operadora de turismo receptivo no Rio, e a compra, em 2022, de um casarão e um palacete no Cosme Velho, que devem virar atração cultural em 2027. O grupo faturou R$ 370 milhões em 2025 e projeta R$ 1 bilhão até 2030.
- O Turismo Compartilhado participou de uma press trip, organizado pela Insider 2 Comunicação, que visitou o Parque do Caracol.







