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Fernando Salomão

Inteligência comercial na multipropriedade: o fim do “achismo” e o início da previsibilidade

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Resumo do Conteúdo:

  • Operações ainda decidem por achismo, sem métricas de conversão, churn, inadimplência e LTV
  • Nos EUA, venda é tratada como linha de produção: CRM integrado, BI em tempo real, scoring financeiro
  • Converter bem  é nelhor que converter muito
  • O que importa: qual perfil fica, qual canal gera carteira saudável, qual renda tem menos churn
  • Tecnologia e processo não é opcional: BI integrado, performance individual e dados conectados entre venda, cobrança e pós-venda
  • Dados potencializam liderança: metas realistas, riscos controláveis, crescimento previsível
  • ‘’Previsibilidade é o novo diferencial competitivo. Multipropriedade deixou de ser evento comercial e virou indústria de dados’’

Durante anos, salas de venda foram conduzidas quase exclusivamente por energia, discurso e pressão.

Mas multipropriedade deixou de ser evento comercial.
Hoje é indústria de dados.

  1. O erro estrutural: decidir baseado em percepção

Ainda vejo operações que não sabem com precisão:

– Conversão por canal de origem
– Ticket médio por perfil demográfico
– Taxa de cancelamento por closer
– Índice de inadimplência por faixa de renda
– Lifetime value real do cliente

Sem esses dados, a gestão vira opinião.

Nos EUA, grandes operadoras utilizam:

– CRM totalmente integrado à cobrança
– Modelos de scoring financeiro
– BI em tempo real
– Dashboards por unidade de negócio
– Indicadores de risco preditivo

Venda é monitorada como linha de produção.

  1. A diferença entre conversão e qualidade de conversão

Converter 20% pode parecer excelente.
Mas converter 20% com perfil inadequado é bomba futura.

Inteligência comercial precisa responder:

– Quem é o cliente ideal?
– Qual faixa de renda tem menor churn?
– Qual perfil cancela menos?
– Qual canal gera carteira mais saudável?

Multipropriedade é estatística aplicada.

  1. A evolução inevitável: tecnologia + processo

O futuro do setor passa por:

– BI integrado
– Monitoramento de performance individual
– Avaliação estruturada de atendimento
– Dados integrados entre venda, cobrança e pós-venda

Quem continuar operando com base em “feeling” perderá margem.

  1. Dados não substituem liderança. Potencializam.

Inteligência comercial não elimina cultura.
Ela fortalece cultura de alta performance.

Quando dados orientam decisões:

– Metas ficam realistas
– Riscos ficam controláveis
– Crescimento vira previsível

Previsibilidade é o novo diferencial competitivo.

 

 

  • Fernando Salomão é Empreendedor e estrategista, com trajetória consolidada em vendas, marketing e gestão de alta performance.

Atuou por 13 anos na maior construtora da América Latina, liderando times comerciais e estruturando modelos de crescimento escalável. É graduado em Publicidade e Propaganda pelo UNI-BH, com MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC e MBA em Finanças pela FGV.

Atualmente é CEO e sócio da Verta&CO, holding especializada em inteligência comercial, inovação e performance empresarial.

Sob sua liderança, a Verta evoluiu de consultoria para plataforma de negócios, expandindo presença em mais de 15 destinos, incluindo EUA, e consolidando marcas com DNA próprio em vendas, tecnologia e experiência do cliente.

Seu foco hoje está em estratégia corporativa, governança e crescimento sustentável, construindo empresas que aliam alta performance a resultados consistentes no longo prazo.

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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado