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Complexo Mabu, em Foz do Iguaçu

Por dentro do My Mabu: a trajetória de um dos projetos mais bem-sucedidos de turismo compartilhado do Sul do Brasil

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Insights Estratégicos do Conteúdo:

  • Em 2014, o Grupo Mabu desenhou em Foz do Iguaçu o projeto que viraria o My Mabu.
  • A multipropriedade era praticamente desconhecida no Brasil: sem legislação específica e frequentemente confundida com timeshare.
  • A Lei nº 13.777, que regulamenta o setor, só foi sancionada em dezembro de 
  • Em vez de esperar o ambiente regulatório ou copiar modelos internacionais, o Grupo Mabu construiu caminho próprio, estruturado no Direito Real de Uso (DRU).
  • O DRU garante ao comprador o direito de uso da unidade por período definido, mantendo a propriedade unificada — o que preserva gestão hoteleira centralizada, padrão operacional e experiência consistente.
  • As necessidades na época: criar um produto novo, apresentar um conceito desconhecido, transmitir segurança jurídica e construir uma operação de longo prazo.
  • O projeto foi pensado para um ciclo de vida muito maior que o de um hotel convencional: materiais duráveis, instalações dimensionadas para fluxo intenso o ano todo e manutenção preventiva sem interferir na experiência das famílias.
  • Inaugurado em 2020, o My Mabu foi concebido para incorporar melhorias contínuas, reduzir custos de manutenção e ampliar a vida útil das edificações.
  • A nova operação foi integrada ao Complexo Mabu sem comprometer o padrão de excelência já existente, integrando um ecossistema de lazer conectado ao Mabu Thermas Grand Resort e ao Blue Park.
  • O My Mabu passou de pioneiro a referência observada por outros empreendimentos.
  • O My Mabu antecipou uma tendência e provou que a propriedade compartilhada pode prosperar no Brasil com segurança jurídica, gestão profissional e foco no cliente.
  • A história demonstra que os projetos mais bem-sucedidos não esperam o cenário pronto — eles ajudam a construí-lo.

 

Em meados de 2014, quando o mercado imobiliário brasileiro enfrentava um período de retração e a economia vivia um momento de incertezas, um projeto começava a ser desenhado em Foz do Iguaçu. Anos depois, ele se tornaria uma das principais referências nacionais em turismo compartilhado.

Falar sobre multipropriedade era novidade naquele momento. O conceito era pouco conhecido pelo consumidor, não existia uma legislação específica para regulamentar esse tipo de aquisição e grande parte do mercado ainda confundia a propriedade compartilhada com os tradicionais modelos de timeshare. A Lei nº 13.777, que rege a multipropriedade no Brasil, só seria sancionada em dezembro de 2018.

Foi nesse cenário de poucas referências que nasceu o My Mabu.

Em vez de aguardar um ambiente regulatório consolidado ou simplesmente reproduzir modelos internacionais, o Grupo Mabu decidiu construir um caminho próprio. O empreendimento foi estruturado com base no Direito Real de Uso (DRU), modelo jurídico que garante ao adquirente o direito de utilização da unidade durante um período previamente estabelecido, enquanto a propriedade permanece unificada. Na prática, isso permite preservar uma gestão hoteleira centralizada, manter o padrão operacional do resort e assegurar uma experiência consistente aos clientes.

Hoje, quando a propriedade compartilhada já faz parte da realidade do turismo brasileiro, é fácil enxergar o acerto da decisão. Mas, naquela época, tratava-se de uma aposta que exigia coragem, planejamento e uma boa dose de visão de futuro.

As necessidades eram claras: criar um novo produto; apresentar um conceito praticamente desconhecido ao mercado; transmitir segurança jurídica aos compradores e construir uma operação capaz de funcionar durante décadas.

Essa visão também se refletiu na engenharia.

Edson Itiro, Diretor de Infraestrutura do Grupo Mabu, explica que, desde o início, ficou claro que o projeto precisaria ser pensado para muito além da entrega das obras. “O principal desafio foi desenvolver um empreendimento que unisse alta qualidade construtiva, eficiência operacional e durabilidade. Como o modelo de Direito Real de Uso prevê ocupação intensa ao longo de muitos anos, todas as decisões de engenharia precisaram considerar um ciclo de vida muito maior do que o de um hotel convencional”, explica.

Essa premissa orientou desde a escolha dos materiais até o dimensionamento das instalações. A infraestrutura foi preparada para receber um fluxo intenso de hóspedes ao longo de todo o ano, utilizando soluções construtivas, que facilitassem a manutenção preventiva sem interferir na experiência das famílias.

Outro desafio importante era integrar a nova operação ao Complexo Mabu sem comprometer a qualidade dos serviços já oferecidos. “O crescimento precisava acontecer de forma sustentável e integrado ao resort já existente, preservando o padrão de excelência do empreendimento”, destaca Itiro.

O resultado desse planejamento começou a ganhar forma em 2020, com a inauguração do My Mabu. A estrutura foi concebida para permitir a incorporação de melhorias ao longo dos anos, com foco na experiência dos clientes e na redução dos custos de manutenção, ampliando a vida útil das edificações.

Após a regulamentação da multipropriedade em 2018, o mercado brasileiro passou a amadurecer e o segmento iniciou uma trajetória consistente de expansão. O movimento foi impulsionado pelo crescimento do turismo doméstico e pelo interesse das famílias em modelos de férias recorrentes que proporcionassem previsibilidade e qualidade.

Nesse novo cenário, além de ser um empreendimento pioneiro, o My Mabu se tornou uma referência observada por outros projetos.

Para Fernando Pysklyvicz, diretor executivo do My Mabu, uma das principais contribuições do empreendimento foi demonstrar que o sucesso da propriedade compartilhada depende muito mais da operação do que do ativo imobiliário em si. “O My Mabu mostrou que era possível desenvolver um modelo de férias recorrentes sustentável, com alta qualidade de entrega e foco na experiência do cliente. Quando iniciamos o projeto, esse mercado ainda dava os primeiros passos no Brasil e havia muitas dúvidas sobre sua aceitação.”

Segundo ele, diversos empreendimentos passaram a seguir caminhos semelhantes ao longo dos anos, refletindo o amadurecimento do setor. Ainda assim, existe um diferencial que continua sendo difícil de reproduzir. “Nunca tratamos o produto apenas como um ativo imobiliário. Sempre entendemos que o verdadeiro valor está na operação turística, na excelência em receber o hóspede e na capacidade de proporcionar férias memoráveis ano após ano.”

Esse olhar ajuda a explicar por que o My Mabu consolidou um modelo que vai além da venda de semanas de uso. O empreendimento passou a integrar um ecossistema de lazer conectado ao Mabu Thermas Grand Resort e ao Blue Park, oferecendo aos proprietários uma experiência contínua, construída sobre hospitalidade, entretenimento e relacionamento de longo prazo.

Para Pysklyvicz, é justamente essa trajetória que torna o projeto praticamente impossível de ser copiado. “É possível reproduzir um modelo de negócio, construir um empreendimento ou até oferecer benefícios semelhantes. O que não se copia é a trajetória construída ao longo de mais de uma década”, pontua.

Ele destaca que localização privilegiada, operação especializada, investimentos permanentes e uma cultura voltada para a satisfação dos clientes formam um patrimônio sólido construído ao longo dos anos.

O My Mabu antecipou uma tendência. Dessa forma, ajudou a demonstrar que a propriedade compartilhada poderia ser desenvolvida no Brasil com segurança jurídica, gestão profissional e foco na experiência do usuário.

Em um mercado que continua em expansão, sua história demonstra que alguns dos projetos mais bem-sucedidos não surgem quando o cenário está pronto. Eles ajudam, justamente, a construir esse cenário.

Foi isso que aconteceu em Foz do Iguaçu: antes mesmo de existir uma lei para disciplinar a multipropriedade, um empreendimento decidiu apostar em um novo modelo de turismo. O tempo transformou essa aposta em um dos casos mais emblemáticos do setor no Sul do Brasil e em uma referência para a evolução da propriedade compartilhada no país.

Fernando Pysklyvicz, diretor executivo do My Mabu
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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado