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Lucas Fiuza, CEO da WAM Experience

Multipropriedade vira a chave e coloca operação no centro da estratégia

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WAM Experience puxa movimento que reposiciona o foco do mercado, saindo do VGV e passando a medir o sucesso pela experiência e sustentabilidade do ativo

Resumo do Conteúdo:

  • Entrevista com Lucas Fiuza, CEO da WAM Experience, sobre o novo momento do mercado de multipropriedade
  • O mercado mudou: venda deixou de ser sinônimo de sucesso — agora, é a operação que define valor no longo prazo.
  • Erro recorrente do ciclo anterior: tratar multipropriedade como produto imobiliário tradicional, priorizando VGV e velocidade de vendas.
  • Inadimplência não é apenas um indicador financeiro — é sintoma direto de operação mal planejada ou mal executada.
  • Quando o cliente usa com facilidade, percebe qualidade e tem boa experiência, ele mantém o valor percebido no produto.
  • O setor passa por uma virada: governança, processos claros, tecnologia e atendimento robusto tornam-se diferenciais competitivos.
  • “Não é mais sobre quem lança mais, mas quem mantém qualidade, ocupação e satisfação ao longo dos anos.”
  • A WAM reposiciona o modelo com comercial e operação integrados como partes de um mesmo sistema.
  • Novos pilares:
    • Gestão ativa de carteira
    • Atendimento ampliado
    • Eficiência de ocupação
    • Padronização operacional
  • Resultado dessa mentalidade: maior retenção, melhor performance financeira e ativos que se fortalecem ao longo do tempo.

 

A multipropriedade vive uma mudança de eixo no mercado: antes o foco estava quase inteiramente na venda, com VGV elevado de um projeto sendo tratado como sinônimo de sucesso. Porém, essa lógica mudou. Hoje, a leitura dominando no mercado é que a operação passou a ser tratada como o principal fator de geração de valor no longo prazo. 

“A venda é o início da relação. A operação é o que sustenta, ou destrói esse valor”, afirma Lucas Fiuza, CEO da WAM Experience. Na análise do executivo, essa visão redefine a forma como empreendimentos de multipropriedade são avaliados por incorporadores e investidores.

Erros no modelo de negócio

Segundo o CEO da WAM, um dos erros mais recorrentes do ciclo anterior foi tratar a multipropriedade como um produto imobiliário tradicional –  foco no estoque, na velocidade e volume de vendas e no VGV.  Nesse modelo, acabam ficando em segundo plano aspectos decisivos para a sustentabilidade do ativo, como atendimento ao cliente no pós-venda, planejamento de uso e ocupação, manutenção da qualidade do empreendimento e gestão da carteira. “Vender bem resolve o curto prazo. Operar mal compromete todo o futuro do empreendimento”, afirma.

A consequência desse formato foi previsível: aumento da inadimplência, frustração do cliente e desgaste de marca. Para ele, a relação entre operação e adimplência é direta. A inadimplência, portanto, não deve ser enxergada apenas um indicador financeiro — é consequência de uma operação mal desenhada ou mal executada.‘’Quando o consumidor encontra facilidade para usar o produto, percebe qualidade na experiência e no atendimento, tende a enxergar valor contínuo no que comprou’’, explica.

Na avaliação da WAM, a operação deixou de ser apenas uma estrutura de suporte e passou a ocupar papel estratégico na competitividade do negócio. Lucas Fiuza destaca que governança operacional, processos bem definidos, tecnologia aplicada à gestão e um atendimento robusto criam vantagens concretas para quem busca sustentabilidade no setor. “Não é mais sobre quem lança mais; é sobre quem consegue manter qualidade, ocupação e satisfação ao longo dos anos”, diz.

Nova mentalidade da WAM

Na WAM Experience, esse entendimento não é novo — mas foi intensificado. De acordo com o executivo, a empresa estruturou um modelo que integra comercial e operação como partes indissociáveis de um mesmo sistema.

Ele destaca quatro pilares de atuação:

  • Gestão ativa da carteira, com monitoramento contínuo e antecipação de risco para reduzir inadimplência.
  • Estrutura de atendimento ampliada, garantindo uma jornada fluida desde a compra até o uso do produto.
  • Eficiência na ocupação, com estratégias que maximizam o aproveitamento dos empreendimentos e reforçam a percepção de valor.
  • Padronização operacional, permitindo escala com consistência e qualidade.

“Quando comercial e operação caminham juntos, o cliente percebe isso. E quando ele continua vendo valor no produto, o ativo se fortalece”, afirma o CEO.

A WAM é uma das pioneiras neste novo ciclo da multipropriedade, em que há uma mudança de mentalidade para reposicionar o modelo como produto de uso contínuo, experiência percebida e gestão profissional. 

‘’Na prática, isso se traduz em maior retenção, melhor performance financeira dos ativos e, principalmente, em clientes que continuam vendo valor no produto ao longo do tempo. E no fim do dia, é isso que define quem constrói ativos duradouros e quem apenas vendeu bem por um período’’, conclui Lucas Fiuza.

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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado