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Fabiana Leite

De intercâmbio a infraestrutura estratégica: RCI amplia papel na nova fase da Propriedade Compartilhada no Brasil

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“Não somos apenas a ponte entre destinos, mas parte da infraestrutura que sustenta a experiência do sócio e dá previsibilidade ao empreendimento”, afirma Fabiana Leite, diretora da RCI para a América do Sul

Resumo do Conteúdo:

  • A propriedade compartilhada deixou de ser um modelo periférico e passou a integrar o desenvolvimento imobiliário-hoteleiro em múltiplos destinos, exigindo mais infraestrutura e experiência.
  • A RCI amplia seu papel: de empresa de intercâmbio para peça da infraestrutura estratégica que sustenta usabilidade, experiência e previsibilidade dos empreendimentos.
  • Usabilidade torna-se tão importante quanto o produto. O intercâmbio deixa de ser um mecanismo operacional e passa a ser central na jornada do cliente.
  • A estrutura da RCI cobre o ciclo completo da viagem — antes, durante e depois — com atendimento multicanal, gestão digital, reservas, pontos, certificados de convidado e serviços adicionais.
  • Quanto mais o sócio utiliza o sistema, maior a percepção de valor, retenção e sustentabilidade do modelo.
  • No cenário atual, o intercâmbio cresce de diferencial para infraestrutura essencial — gerando escala global aos empreendimentos e flexibilidade aos sócios.
  • O setor caminha para um modelo mais integrado, com relacionamento contínuo e visão de ecossistema, incluindo bases fechadas e mercados corporativos.
  • A evolução da RCI reflete o próprio amadurecimento da indústria: um mercado maior, mais digital, mais exigente e com bilhões de reais em potencial.

 

O turismo brasileiro vive um dos momentos mais robustos de sua história recente. O país superou, em 2025, a marca de 9 milhões de turistas internacionais, registrou mais de 129 milhões de passageiros transportados na aviação civil — sendo mais de 100 milhões apenas em voos domésticos — e manteve crescimento superior a 4% nas atividades turísticas ao longo do ano. O movimento confirma uma retomada consolidada e, mais do que isso, um novo ciclo estrutural de expansão.

Nesse ambiente de crescimento e amadurecimento do setor, a propriedade compartilhada também ganha densidade econômica. Estudos setoriais apontam que 2025 registrou US$ 2,2 bilhões em vendas, o que posiciona o Brasil em forte ampliação de sua participação no mercado global, ficando atrás apenas de Estados Unidos, México e Caribe – destinos altamente consolidados. Um grande diferencial do nosso País é que quem compra no Brasil são os próprios brasileiros.

Com a expansão do número de empreendimentos e consolidação em diferentes polos turísticos, o modelo deixou de ser periférico para se tornar peça estruturante do desenvolvimento imobiliário-hoteleiro em diversas regiões. E esse novo estágio impõe uma pergunta estratégica: qual deve ser o papel da empresa de intercâmbio em um setor que cresce em escala e complexidade?

É a partir dessa reflexão que a RCI – Resorts Condominiums International vem promovendo uma ampliação de seu posicionamento. Reconhecida globalmente como líder em intercâmbio de férias, a companhia mantém como base uma rede com mais de 4.000 resorts afiliados em quase 100 países, conectando mais de 3.9 milhões de famílias associadas ao redor do mundo. No entanto, a atuação deixa de se limitar à lógica da troca e passa a incorporar uma visão mais abrangente de ecossistema de viagens e relacionamento.

O amadurecimento da propriedade compartilhada desloca o eixo da venda para a experiência. Em um mercado onde o consumidor está mais informado, digital e atento à reputação do setor, a usabilidade do sistema passa a ser tão importante quanto o produto em si. O intercâmbio deixa de ser apenas um mecanismo operacional e se transforma em elemento central da jornada do cliente.

A estrutura da RCI acompanha essa transição.

O suporte ao sócio é oferecido antes, durante e após a viagem, por telefone — incluindo 0800 no Brasil —, portal online, e-mail e redes sociais. O associado pode gerenciar sua assinatura digitalmente, acompanhar saldo de pontos, antecipar créditos de anos futuros, realizar reservas de última hora e compartilhar benefícios por meio do Certificado de Convidado. As plataformas RCI oferecem flexibilidade de uso, enquanto serviços agregados ampliam o alcance da experiência, incluindo aluguel de carros, passagens aéreas, ingressos e opções de férias adicionais. 

O impacto dessa estrutura é direto sobre a sustentabilidade do modelo. Quanto maior o uso, maior a percepção de valor. E quanto maior a percepção de valor, maior a retenção e a estabilidade da cadeia.

“À medida que o turismo brasileiro cresce e a propriedade compartilhada ganha escala, o papel da RCI se expande. Não somos apenas a ponte entre destinos, mas parte da infraestrutura que sustenta a experiência do sócio e dá previsibilidade ao empreendimento. Quando o cliente entende como utilizar o sistema, ele viaja mais, planeja melhor e fortalece o modelo como um todo”, afirma Fabiana Leite, diretora da RCI para a América do Sul.

Ainda segundo a executiva, a proposta da RCI é “oferecer um serviço completo que engloba intercâmbio de hospedagem ao redor do mundo, passagem, ingressos a parques, passeios, aluguel de carros, tudo isso em uma única ligação, garantindo a nossa missão  – Keep it Simple – que é fazer a vida do viajante ser simples

Os números do turismo ajudam a explicar essa evolução. O aumento da conectividade aérea e o crescimento consistente das atividades turísticas indicam um consumidor mais ativo e disposto a investir em experiências. Paralelamente, indicadores da hotelaria mostram recuperação de ocupação e desempenho financeiro, reforçando a demanda reprimida que se transformou em fluxo efetivo de viagens.

Nesse cenário, o intercâmbio deixa de ser um diferencial e passa a ser infraestrutura estratégica. Para desenvolvedores, representa acesso a escala global e inteligência operacional. Para o sócio, significa flexibilidade e amplitude de destinos. Para o setor, funciona como elemento de estabilidade e credibilidade.

A ampliação da visão também alcança novas frentes, como o diálogo com bases fechadas de clientes e mercados corporativos, explorando a viagem como benefício estratégico. Esse movimento reforça a transição de uma identidade puramente transacional para um modelo de relacionamento contínuo e integrado ao lifestyle.

Em um país que viaja mais, investe mais em turismo e consolida a propriedade compartilhada como instrumento de desenvolvimento regional, a transformação da RCI reflete uma mudança maior da própria indústria. O intercâmbio continua sendo o núcleo do sistema, mas agora inserido em uma arquitetura mais ampla de viagens, serviços e suporte. Em um mercado que já supera dezenas de bilhões de reais em potencial e opera em escala global, essa evolução não é apenas estratégica — é sintoma de maturidade.

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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado