INSIGHTS ESTRATÉGICOS DO CONTEÚDO:
- Levantamento anual da Themed Entertainment Association (TEA), em parceria com Entertainment + Culture Advisors e The Park Database, aponta o Brasil como o mercado mais dinâmico da América Latina em parques e atrações.
- O país concentra o parque temático mais visitado da região, dois dos dez maiores temas da América Latina e três parques aquáticos entre os 20 mais movimentados do mundo.
- O setor na América Latina também teve um crescimento maior em comparação aos outros continentes.
- Estudo aponta três vetores para este movimento: demanda doméstica por lazer, recuperação do turismo e infraestrutura de atrações menos desenvolvidas que a de mercados maduros (oportunidades de investimentos).
- Beto Carrero World (Penha/SC) — 1º parque temático da América Latina: 2,9 milhões de visitas, alta de 16% (vs. 2,5 mi em 2024).
- Hopi Hari (Vinhedo/SP) — 4º parque temático mais visitado da América Latina: 1,45 milhão de visitas, alta de 11,9%.
- Termas dos Laranjais (Olímpia/SP) — 3º parque aquático mais visitado do mundo e primeiro da América Latina: 1,95 milhão de visitas, +5,4%.
- Hot Park Rio Quente (GO) — 11º parque aquático mais visitado do mundo e terceiro da América Latina: 1,475 mi de visitas (+3,4%).
- Hot Beach (Olímpia/SP) — 14º parque aquático mais visitado do mundo e quarto da América Latina: 1,336 mi de visitas e maior alta entre os brasileiros, +19,1% (+214 mil visitantes).
- Beach Park (Aquiraz/CE) — 6º parque aquático mais visitado da América Latina: 990 mil visitas (+16,5%).
- Thermas Water Park (São Pedro/SP) — 8º parque aquático mais visitado da América Latina: 932 mil visitas (+3,6%).
- Magic City (Suzano/SP) — 10º parque aquático mais visitado da América Latina: 703 mil visitas (−4,0%), única queda entre os listados.
O TEA Global Experience Index 2025, levantamento anual da Themed Entertainment Association (TEA) produzido em parceria com a Entertainment + Culture Advisors e o The Park Database, confirma o Brasil como o mercado mais dinâmico da América Latina no setor de parques e atrações. O país concentra o parque temático mais visitado da região, responde por dois dos dez maiores parques temáticos latino-americanos e coloca três parques aquáticos entre os 20 mais movimentados do mundo — posição que nenhum outro país da região alcança.
Os números de 2025 mostram que os dez maiores parques temáticos da América Latina somaram 14,1 milhões de visitas, alta de 4,8% em relação a 2024, o melhor desempenho regional do mundo na categoria, à frente da Europa, Oriente Médio e África (2,9%), da América do Norte (1,5%) e da Ásia-Pacífico, que recuou 1,2%. Entre os parques aquáticos, a região registrou 11,9 milhões de visitas, crescimento de 13,9% — também o maior índice regional do relatório.
De acordo com o estudo, o movimento é sustentado por três fatores: aumento da demanda doméstica por lazer, recuperação do turismo e uma infraestrutura de atrações comparativamente menos desenvolvida que a de mercados maduros. “A América Latina é também um mercado emergente atraente. Uma grande população, demanda doméstica crescente e uma infraestrutura de atrações relativamente subdesenvolvida estão criando oportunidades de investimento tanto para conceitos locais quanto para marcas e propriedades intelectuais internacionais”, afirma o relatório.
Beto Carrero World lidera a região

O Beto Carrero World, em Penha (SC), encerrou 2025 com aproximadamente 2,9 milhões de visitas, crescimento de 16% sobre as 2,5 milhões registradas em 2024, e manteve a liderança entre os parques temáticos da América Latina. No ranking da região, aparece à frente do Six Flags Mexico (2,08 milhões de visitas, alta de 1,5%) e do Parque Xcaret, em Playa del Carmen (1,47 milhão, estável).
O relatório descreve o parque catarinense como um empreendimento em transição de modelo. “O parque está entrando em uma nova fase de desenvolvimento que combina investimento contínuo em atrações com ênfase crescente em propriedades intelectuais. Adições recentes incluíram experiências baseadas em franquia de marcas internacionais como Trolls (DreamWorks) e NERF (Hasbro), enquanto um programa de investimento anunciado de R$ 2 bilhões (US$ 392 milhões) prevê novas áreas temáticas e um hotel no local”, aponta o documento. O objetivo declarado, segundo a publicação, é ampliar a recompra e o tempo de permanência e consolidar o parque como destino, e não apenas como atração de bate-volta.
Hopi Hari muda de controle e acelera
Em Vinhedo (SP), o Hopi Hari registrou 1,45 milhão de visitas, alta de 11,9% sobre 2024, e ocupa a quarta posição entre os parques temáticos da América Latina. O relatório associa o desempenho à troca de controle do empreendimento. “O Hopi Hari também entrou em uma nova fase após sua aquisição pelo Brooklyn International Group. O novo controlador planeja investir aproximadamente R$ 280 milhões (US$ 55 milhões) até 2028 em novas atrações, brinquedos e experiências voltadas a estimular a visitação recorrente.”
Somados, Beto Carrero World e Hopi Hari responderam por 4,35 milhões de visitas em 2025, contra 3,79 milhões em 2024 — crescimento de 14,6% para o conjunto dos dois parques brasileiros listados pela publicação.
Três parques aquáticos brasileiros entre os 20 maiores do mundo

É na categoria aquática que o Brasil aparece no ranking global. O Termas dos Laranjais, em Olímpia (SP), recebeu 1,95 milhão de visitantes em 2025, alta de 5,4%, e divide a terceira colocação mundial com o Therme Erding, da Alemanha — ambos atrás apenas do Chimelong Water Park, de Guangzhou (2,56 milhões), e do Aquaventure World, em Dubai (2 milhões). Segundo o relatório, o parque está “no meio do seu maior ciclo de expansão, com um plano diretor de 15 anos e mais de R$ 300 milhões (US$ 59 milhões) em investimento previsto, incluindo um novo toboágua de R$ 60 milhões (US$ 12 milhões) programado para 2026”.
O Hot Park Rio Quente (GO) aparece em 11º lugar no mundo, com 1,475 milhão de visitas (alta de 3,4%). O Hot Beach, também de Olímpia, é o 14º do mundo com 1,336 milhão de visitas e a maior alta percentual entre os três brasileiros: 19,1%, o equivalente a 214 mil visitantes adicionais. O relatório cita o Hot Beach e o Beach Park como dois destaques de crescimento do ano no setor aquático global. Sobre o Hot Beach, registra que o parque “está ampliando seu destino em Olímpia, com mais de R$ 530 milhões (US$ 103 milhões) em investimento previsto até 2031. O programa inclui desenvolvimento adicional de parque aquático, acomodações em multipropriedade e outros empreendimentos”.
Beach Park é o sexto da região
Também destaque na América Latina, o Beach Park, em Aquiraz (CE), registrou 990 mil visitas, crescimento de 16,5%, e é o sexto parque aquático mais visitado da América Latina. Segundo o relatório, o empreendimento “abriu o Surreal, o mais alto water coaster Master Blaster do mundo, em março de 2025”. Completam a lista regional o Thermas Water Park, de São Pedro (SP), em oitavo lugar, com 932 mil visitas (alta de 3,6%), e o Magic City, de Suzano (SP), em décimo, com 703 mil (queda de 4,0%).
Relatório cita expansão de parques temáticos no Brasil
Apesar do relatório não projetar a entrada de parques latino-americanos no ranking mundial, identifica o Brasil como mercado em expansão. “O Brasil está vendo tanto a expansão de parques estabelecidos quanto o desenvolvimento de novos projetos em escala de destino”, afirma.
Com0 exemplo, o documento cita a construção do Cacau Park, em Itu, a cerca de 100 quilômetros de São Paulo. Desenvolvido pela Cacau Show, o parque tem inauguração prevista para 2027 e investimento superior a € 300 milhões (US$ 344 milhões). O projeto prevê áreas temáticas como Floresta Cacau, Villa Lacreme, Aventura Maya e Universo Dreams, usando o chocolate como elemento unificador entre atrações cobertas e ao ar livre.

No cenário mundial, o topo está estagnado
No conjunto dos 25 maiores parques temáticos do mundo, a frequência ficou praticamente estável: 245,4 milhões de visitas em 2025, contra 245,9 milhões em 2024, variação negativa de 0,2%. O Magic Kingdom, no Walt Disney World (Flórida), lidera com 17,8 milhões de visitas (queda de 0,2%), seguido pelo Disneyland Park, na Califórnia, com 17,4 milhões (alta de 0,4%), e pelo Universal Studios Japan, em Osaka, com 16 milhões (alta de 0,2%). Completam as cinco primeiras posições o Tokyo Disneyland (15,2 milhões) e o Shanghai Disneyland (15 milhões, alta de 2,0%).
A principal mudança estrutural do ano foi a abertura do Universal Epic Universe, em Orlando, em maio de 2025. O parque recebeu 4 milhões de visitantes em seu primeiro ano parcial e ficou em 13º lugar na América do Norte. Os sete parques já estabelecidos da região metropolitana de Orlando registraram queda individual — o Universal Studios Florida caiu 2,1% e o Islands of Adventure, 2,6% —, mas o conjunto dos parques da Flórida Central cresceu 4,3%, acima do aumento de 1,8% no fluxo de turistas reportado pelo órgão de turismo local. O relatório interpreta o dado como evidência de que um novo portão ampliou o destino em vez de apenas redistribuir público.
Por região, a América do Norte somou 143,1 milhões de visitas (alta de 1,5%), a Europa, Oriente Médio e África chegaram a 68,7 milhões (alta de 2,9%) e a Ásia-Pacífico recuou para 146 milhões (queda de 1,2%), pressionada pelo consumo mais cauteloso na China e por fatores climáticos e demográficos na Coreia do Sul, onde o Everland perdeu 15,6% dos visitantes.
- O relatório completo pode ser acessado no link






