INSIGHTS ESTRATÉGICOS DO CONTEÚDO:
- A RCI anunciou a meta de encerrar 2026 com pelo menos 20 novos contratos de afiliação no Brasil.
- Situação até outubro: 15 contratos assinados, com negociações avançadas em curso.
- Comparativo: 16 afiliações em 2025 — confirmando a projeção, o crescimento será de 25%.
- Diversificação de perfil: a carteira inclui resorts de grande porte, hotéis urbanos, boutiques e pousadas, mostrando aderência do modelo a diferentes operações.
- Grandes empreendimentos afiliados este ano: Wyndham Corumbá Lake Resort (Luziânia/GO, 450 aptos), Radisson Rio Barra (RJ, 366) e Cataguá Resort Esmeralda (Capitólio/MG, 304) — 1.120 unidades somadas.
- Itacaré (BA): quatro afiliações do Itacaré Vacation Club, de 26 a 86 acomodações.
- Rede Candeias: oito empreendimentos afiliados em SC, PR, MS e SP, com destaque para Foz do Iguaçu (120 aptos).
- Novos destinos em 2026: Capitólio, Luziânia, Barra Velha e Guaratuba.
O mercado brasileiro de propriedade compartilhada deve encerrar 2026 com novos empreendimentos integrados às redes de intercâmbio. A RCI – Resorts Condominiums International, maior empresa global em intercâmbio de viagens, projeta fechar o ano com pelo menos 20 novos contratos de afiliação no Brasil, ampliando sua presença em destinos turísticos e fortalecendo a participação do timeshare nas estratégias comerciais da hotelaria nacional.
Até outubro, a companhia contabilizava 15 contratos assinados, com outros projetos em negociação avançada. O resultado já possibilita vislumbrar um resultado acima de 2025, quando a empresa teve 16 afiliações registradas. Confirmando a projeção de 20 contratos, a empresa registrará um crescimento de 25% no número de novos contratos em relação ao ano anterior.
A expansão chama atenção não apenas pelo volume, mas pela diversidade dos empreendimentos. A relação de 2026 inclui grandes resorts, hotéis urbanos, empreendimentos boutique e pousadas, indicando que a propriedade compartilhada encontra espaço em diferentes modelos de operação.
Entre as novas afiliações estão o Wyndham Corumbá Lake Resort, em Luziânia (GO), com 450 apartamentos; o Radisson Rio de Janeiro Barra, na capital fluminense, com 366; e o Cataguá Resort Esmeralda, em Capitólio (MG), com 304 acomodações. Juntos, os três empreendimentos representam uma capacidade instalada de 1.120 unidades.
Na Bahia, Itacaré concentra quatro novas afiliações do grupo Itacaré Vacation Club: Resende Imperial Hotel, com 86 acomodações; Terra Boa Hotel Boutique, com 56; Pousada Pedra Torta, com 32; e Pousada Vira Canoa, com 26. A presença de operações de menor porte reforça a diversificação dos perfis de hospedagem que passam a integrar a rede de intercâmbio.
Outro movimento relevante envolve oito empreendimentos da rede Candeias: Bella Vista, em Barra Velha (SC), com 80 acomodações; Central, em Balneário Camboriú (SC), com 60; Costa Verde, em Bombinhas (SC), com 70; Foz do Iguaçu (PR), com 120; Guarany, em Bonito (MS), com 50; Guaratuba (PR), com 80; Parador da Cachoeira, em Florianópolis (SC), com 90; e Guarujá (SP), com 80 acomodações.
Além de ampliar a oferta nos mercados em que já atua, a RCI chega a quatro novos destinos em 2026: Capitólio, Luziânia, Barra Velha e Guaratuba. No ano anterior, a expansão havia contemplado localidades como Santa Cruz Cabrália (BA), Arraial do Cabo (RJ), Domingos Martins (ES), Bonito (MS) e Aparecida (SP).
A diversificação dos empreendimentos reflete uma mudança na maneira como parte do setor hoteleiro avalia os programas de férias. Para as operações, a propriedade compartilhada pode representar uma alternativa para antecipar receitas, reduzir a exposição à sazonalidade e construir relacionamentos comerciais de longo prazo. Para os consumidores, o intercâmbio amplia as possibilidades de utilização das férias em diferentes destinos.
“Estamos observando que os modelos de venda como timeshare e multipropriedade vem conquistando espaço nas estratégias de empreendimentos com perfis bastante distintos. Isso acontece porque o modelo pode contribuir para a previsibilidade de receitas e a fidelização dos clientes, enquanto o intercâmbio oferece mais flexibilidade para quem deseja viajar e conhecer novos lugares. É uma combinação que amplia as oportunidades de negócio e fortalece o desenvolvimento dos destinos turísticos”, afirma Fabiana Leite, diretora da RCI para a América do Sul.
Com mais de 200 resorts afiliados no Brasil e presença internacional em cerca de 100 países, a RCI aposta na continuidade desse movimento. A expectativa de alcançar pelo menos 20 contratos até dezembro reforça o papel dos programas de férias como uma alternativa de desenvolvimento comercial para empreendimentos turísticos de diferentes portes e regiões do país.







