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Pip Seger

ADIT Share 2026: Estudo destaca macrotendências e novo perfil do multiproprietário

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Resumo do Conteúdo: 

  • O ADIT Share 2026 apresentou o relatório “Brands for the Future – Multipropriedades”, destacando tendências que estão redefinindo turismo e hospitalidade.
  • Pip Seger reforçou que compreender o consumidor antes de criar o produto é hoje o principal diferencial competitivo.
  • Demografia não explica comportamento: decisões passam a ser guiadas por motivação, desejo e contexto.
  • Projetos orientados pelo comportamento tornam a venda consequência, não objetivo final.
  • O estudo aponta 20 macrotendências, como bem‑estar, conforto, sensorialidade, impacto das incertezas econômicas, protagonismo 50+ e o TikTok como motor de descoberta.
  • No recorte de multipropriedade, consumidores usam o produto como base de movimento, buscando mais experiência “da porta para dentro”.
  • Cresce a importância da “construção invisível”: sustentabilidade, redução de ruído e baixo impacto ambiental como diferenciais reais.
  • A conclusão de Pip Seger: o relatório é um exercício de autoconhecimento para repensar produtos, não apenas para vender.

 

O ADIT Share 2026 apresentou ao setor de multipropriedades o relatório “Brands for the Future – Recorte Multipropriedades”, estudo desenvolvido pela consultoria O Cérebro para mapear comportamentos emergentes e tendências de consumo que impactam o turismo e a hospitalidade. A fundadora da consultoria e head de Estratégia, Pip Seger, conduziu a apresentação e destacou que o mercado vive um momento em que compreender profundamente o consumidor é decisivo para a formulação de produtos.

Durante a palestra, Seger ressaltou que práticas tradicionais de segmentação já não respondem à complexidade dos hábitos contemporâneos. “A gente não pode mais olhar só para idade e gênero. Não faz sentido achar que, porque tem a mesma idade, vai ter o mesmo comportamento”, afirmou, defendendo a substituição de recortes demográficos por análises de motivação, desejo e contexto.

Ao explicar a metodologia do estudo, ela reforçou que a compreensão do público deve ocorrer antes da concepção do empreendimento — e não apenas na fase comercial. “A gente precisa colocar o consumidor dentro da sala antes de construir o produto”, disse. Segundo ela, quando comportamento e expectativas orientam o projeto desde o início, “vender passa a ser consequência”, e não o objetivo central.

O relatório reúne 20 macrotendências que moldam o futuro das viagens e do consumo turístico, incluindo a busca crescente por bem‑estar, a valorização dos sentidos, o desejo por familiaridade e conforto, o impacto das incertezas econômicas, além da ascensão do TikTok como ferramenta de busca e descoberta. Seger também destacou transformações sociais, como o protagonismo do público 50+, e movimentos culturais que ampliam o turismo inclusivo.

No recorte específico sobre multipropriedade, o estudo identifica mudanças no perfil do comprador e no modo como o viajante estrutura sua relação com o destino. Para muitos, a multipropriedade se torna uma “base de movimento”, e não um ponto final da viagem. “O consumidor está buscando mais experiência da porta para dentro”, afirmou a palestrante, apontando também uma tendência de “construção invisível”, em que sustentabilidade — especialmente redução de ruído e impacto ambiental — passa a ser diferencial de longo prazo.

“É um relatório de autoconhecimento. Não serve só para vender, serve para pensar o que vocês estão construindo”, concluiu Pip Seger.

Organizado pela ADIT Brasil (Associação para Desenvolvimento Turístico e Imobiliário do Brasil), o ADIT Share é o principal fórum para debater o mercado de multipropriedade e timeshare no Brasil, e este ano acontece em Campos do Jordão, nos dias 06 e 07 de maio, além de visitas técnicas no dia 08.

  • Acompanhe mais do ADIT Share 2026 em nossas redes sociais.
  • O Turismo Compartilhado cobre o ADIT Share 2026 a convite da ADIT Brasil.

Picture of Por: Fabio Mendonça

Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado