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Ilhas de Atibaia

Tecnologia brasileira quer baratear piscinas de ondas e ampliar acesso ao surfe

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Resumo do Conteúdo:

  • A Infinity Wave, empresa nacional, patenteou uma tecnologia para piscinas de ondas artificiais. 
  • Tecnologia Nacional de Ponta: Desenvolvida em parceria com a USP (FCTH), a nova solução reduz quase pela metade o custo de construção das piscinas de ondas.
  • Primeiro case da empresa é o complexo Ilhas de Atibaia (SP), com previsão de inauguração para 2028. O complexo receberá R$ 500 milhões em investimentos e integrará hotel no modelo de multipropriedade, clube de surfe, parque aquático e área comercial.
  • Redução Drástica de Custos: Enquanto os sistemas tradicionais do mercado custam cerca de R$ 140 milhões, a tecnologia da Infinity Wave teve um custo de aproximadamente R$ 80 milhões para o Ilhas de Atibaia.
  • Democratização do Acesso: O objetivo é sair do nicho superexclusivo (onde títulos de clubes chegam a passar de R$ 1 milhão) e oferecer opções mais acessíveis. No projeto em Atibaia, os títulos devem ficar na faixa de R$ 150 mil.
  • Expansão à Vista: Antes mesmo da primeira entrega, a empresa já negocia novos projetos em Goiânia, Belo Horizonte, Santa Catarina e na República Dominicana.

 

Uma tecnologia patenteada por uma empresa brasileira promete reduzir em quase metade o custo de piscinas de ondas artificiais voltadas ao surfe. Desenvolvida com base em estudos da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica da USP (FCTH), a solução da Infinity Wave busca ampliar o acesso ao esporte em áreas urbanas e inaugurar o primeiro empreendimento em 2028. Segundo o InfoMoney, a companhia aposta em um modelo de menor custo para atingir um público além da alta renda. 

“O nosso propósito é democratizar o surfe. A ideia é que, com piscinas mais baratas, a população tenha acesso. Hoje há diversas opções no Brasil, mas elas são restritas ao público AAA”, afirmou Luiz Roberto Júnior, CEO da Infinity Wave. 

Atualmente, o custo para se associar a clubes com piscinas de ondas próprias para o surfe pode ultrapassar R$ 1 milhão no Brasil. Com a nova tecnologia, o empreendimento Ilhas Beach Club, em Atibaia (SP), projeta títulos na faixa de R$ 150 mil.

A Infinity Wave nasceu a partir de um estudo encomendado ao FCTH da USP em 2020. Na época, Júnior buscava viabilizar uma piscina de surfe dentro do projeto imobiliário Ilhas de Atibaia, desenvolvido desde 2016. Segundo ele, o modelo anterior tornava o negócio restrito ao público de altíssima renda.

Além da viabilização financeira por meio da multipropriedade, regulamentada em 2018, o executivo aponta que a evolução tecnológica das piscinas artificiais ajudou a reduzir custos. Segundo ele, sistemas disponíveis no mercado para piscinas com cerca de 21 mil metros quadrados custavam aproximadamente R$ 120 milhões à época — valor que hoje estaria em torno de R$ 140 milhões. Com a tecnologia da Infinity Wave, o projeto teria custo estimado em R$ 80 milhões.

O sistema patenteado pela companhia em 2024 utiliza um conjunto de 30 placas que ajustam a inclinação do fundo da piscina em tempo real. O mecanismo permite criar diferentes formatos e tamanhos de ondas por meio de software, com geração em duas direções simultâneas, permitindo até 18 surfistas de cada lado.

Com a tecnologia própria, a empresa passou a negociar projetos em cidades como Goiânia, Belo Horizonte e municípios de Santa Catarina, além da República Dominicana. Ainda assim, segundo o executivo, o foco atual está na entrega do projeto em Atibaia.

“Sabemos que, depois de entregar, as vendas vão explodir. Muitas negociações dependem de o comprador ver a piscina funcionando”, afirmou. 

Localizado às margens da Rodovia Dom Pedro, o projeto Ilhas de Atibaia ocupa uma área de 100 mil metros quadrados e prevê um complexo integrado com resort de multipropriedade, centro de convenções, parque aquático, pista de skate e área comercial com lojas e restaurantes, além do clube de surfe.

O investimento total previsto para o empreendimento é de R$ 500 milhões, sendo R$ 100 milhões destinados ao clube. O modelo financeiro prevê a venda de frações imobiliárias com ticket médio de R$ 70 mil.

Fonte: LIDE

Picture of Por: Fabio Mendonça

Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado