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Momento do turismo, novos investimentos e oportunidades no destino foram destaques dentro da programação de fórum de investimentos para o mercado de turismo imobiliário (Foto: FreePik)

SAHIC 2026: Rio de Janeiro abre as portas para negócios em turismo e hotelaria

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Principal fórum de investimentos para o mercado turístico imobiliários na América Latina e Caribe, o SAHIC 2026 destacou o Rio de Janeiro não apenas como destino icônico, mas como um polo de oportunidades de negócios irresistíveis. Apresentações de Pedro Simões, head de inteligência de mercado da Invest.Rio, e Emilio Izquierdo, do Projeto Maraey RJ, revelaram números impressionantes e estratégias visionárias que posicionam a Cidade Maravilhosa e o estado RJ como um das melhores regiões para se investir no Brasil e América Latina.

Com 12,6 milhões de visitantes em 2025 – crescimento de 10,5% ante 2024 –, sendo 2,1 milhões internacionais (alta de 44,8%), o turismo carioca gerou R$ 27,2 bilhões em receita, um avanço real de 14,3%. Esses dados sinalizam um mercado aquecido, criando janelas únicas para investidores, hoteleiros e incorporadores imobiliários.

Oportunidades para Hoteleiros

Para o setor hoteleiro, o Rio oferece um cenário de ocupação média de 78% em 2025 – 5 pontos percentuais acima de 2024 –, atingindo 95% na alta temporada e 100% em Copacabana. Essa performance, superior à média nacional pelo terceiro ano consecutivo segundo o IBGE, reflete a atratividade da cidade. Novas entradas como Tryst Ipanema (primeiro no Brasil), o retorno do Sofitel e a chegada do Four Seasons (único no país) comprovam o interesse de marcas premium. A meta é revitalizar todos os hotéis de praia até 2029, impulsionada por um calendário anual de eventos com shows de Madonna, Lady Gaga e Shakira, que combatem a sazonalidade.

Análise econômica: Com 33,3 mil empregos diretos criados, o setor não só gera retorno rápido – payback acelerado pela alta ocupação –, mas também impulsiona a economia local. Hoteleiros que investirem agora capturam yields elevados, especialmente em beachfronts, onde a escassez de leitos cria prêmios de preço de até 20 a 30% acima da média urbana.

Pedro Simões, head de inteligência de mercado da Invest.Rio

Do Condo-Hotel ao Desenvolvimento Sustentável

Investidores imobiliários encontram no Rio um ecossistema maduro para condo-hotéis, adaptados à regulação da CVM que prioriza projetos viáveis. O Projeto Maraey RJ, apresentado por Izquierdo, exemplifica o potencial: em 850 hectares a 45 km da cidade do Rio de Janeiro, com 8,5 km de costa, o empreendimento reduz o footprint de construção para 6,7%, cria a 5ª maior reserva privada natural do Brasil e integra 200 famílias de pescadores com títulos de propriedade e educação via parceria com a École Hôtelière de Lausanne. Financiado por BID Invest, CAF e AIIB, e com hotéis da Marriott (Ritz-Carlton Reserve, JW Marriott, Autograph Collection), Maraey foi premiado como o melhor projeto de empreendedorismo mundial (Meeting Awards 2026) e melhor infraestrutura sustentável na América do Sul (USGBC).

Projetos greenfield como o Maraey esse resolvem gargalos clássicos – conectividade via Galeão (+58% em voos internacionais, novo hub Gol para NY, Orlando, Paris e Lisboa em 2026), mão de obra qualificada e segurança. Para investidores, o ROI vem da tokenização de ativos reais (imóveis, carbono), combinada com all-inclusives que complementam o turismo urbano do Rio. Imobiliárias ganham com “club deals” menores e mais ágeis, fugindo de fundos tradicionais para desenvolvedores inovadores.

Emilio Izquierdo, do Projeto Maraey

Competitividade Regional

A estratégia da Invest.Rio em três pilares – hospitalidade, conectividade e calendário anual – eleva o Rio acima de concorrentes como São Paulo ou Buenos Aires. O Índice de Atividades Turísticas dobra o crescimento nacional (10 a12% vs. 5 a6%), enquanto o hub aéreo posiciona a cidade como porta de entrada para América do Sul. Essa competitividade atrai US$ 5 bilhões em receita turística, com potencial para dobrar turistas internacionais.

Riscos e contrapartidas: Apesar do otimismo, desafios como clareza regulatória e capacidade interna persistem, mas premiações globais de Maraey mostram que sustentabilidade paga. 

Em meio ao otimismo com cautela do SAHIC 2026, o Rio de Janeiro se consolida como um epicentro de negócios em turismo e hospitalidade, onde visão sustentável encontra demanda explosiva e muito atrativa para investidores e empreendedores brasileiros e do exterior.

  • O SAHIC 2026 aconteceu nos dias 23 e 24 de março, no Fairmont Copacabana, no Rio de Janeiro.
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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado