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Giovani Ghisleni, fundador da Ponte Cotas

Revenda de multipropriedade ganha um marketplace próprio

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Resumo do Conteúdo:

  • A plataforma Ponte Cotas quer desafogar os projetos de multipropriedade e dar aos corretores um canal profissional para o pedido que eles mais ouvem dos clientes: “quero revender minha cota”
  • Entrevista com Giovani Ghisleni, fundador da Ponte Cotas

 

O PROBLEMA

  • Multiproprietários que querem se desfazer do bem não encontravam canal estruturado para revenda — os projetos que venderam a cota não a recompram
  • O corretor recebe pedidos recorrentes de clientes querendo revender, mas não tinha para onde encaminhar
  • O mercado secundário era informal: grupos de WhatsApp/Facebook, sem documentação padronizada, sem preço de referência e sem segurança jurídica

 

 NÚMEROS DO MERCADO SECUNDÁRIO

  • Cotas costumam ser revendidas por 30% a 60% do valor original
  • Tempo médio de venda: 2 a 6 meses (preço competitivo); pode passar de 1 ano com preço acima do mercado
  • A maioria dos vendedores não sabe precificar; compradores temem pendências e recusa de transferência

 

O QUE É A PONTE CONTAS?

  • Marketplace de compra, venda, aluguel e permuta de cotas de multipropriedade (Gramado, Canela, Olímpia, Caldas Novas)
  • Modelo internacional validado pela RedWeek (EUA), referência em revenda de timeshare

 

POSICIONAMENTO DA EMPRESA

  • Não promete rentabilidade nem trata a cota como investimento (alinhado à lei de multipropriedade)
  • Garante clareza de preço, documentação correta e segurança transacional

 

IMPACTO NO ECOSSISTEMA

  • Corretores: passam a ter um canal profissional para encaminhar clientes que querem revender — sem competir com sua atuação
  • Empreendimentos: mercado secundário organizado remove da incorporadora um problema que ela não tem estrutura nem interesse comercial em resolver
  • Cliente: deixa de ficar sem alternativa, o que no médio prazo protege a reputação do próprio empreendimento
  • Mais informações: www.pontecotas.com.br

 

O problema que ninguém tinha resolvido

Quem compra uma cota de multipropriedade em um stand de vendas, geralmente durante as férias, nem sempre imagina que um dia vai querer se desfazer dela. Mudança de cidade, aperto no orçamento, separação, uma herança que não faz mais sentido manter — os motivos variam, mas o resultado costuma ser o mesmo: o projeto que vendeu a cota não a recompra, e o proprietário fica sem saber para onde ir.

O reflexo cai direto no colo do corretor. “O corretor recebe, toda semana, mensagens de clientes querendo revender a cota — e até agora não tinha para onde encaminhar isso”, resume Giovani Ghisleni, fundador da Ponte Cotas. “O mercado secundário sempre existiu, mas era pouco profissional: cada corretor resolvendo do seu jeito, sem estrutura, sem preço de referência, sem segurança documental.”

Um mercado secundário sem estrutura

A multipropriedade brasileira amadureceu nos últimos anos, mas o elo da revenda ficou para trás. Diferente do mercado primário — vendido pelos próprios empreendimentos, com equipe comercial dedicada —, o mercado secundário funcionava (e em grande parte ainda funciona) de modo informal: grupos de WhatsApp e Facebook de cotistas insatisfeitos, negociações sem documentação padronizada e pouca clareza sobre o valor real de revenda.

Segundo dados usados pela própria Ponte Cotas para orientar quem quer vender, cotas de multipropriedade costumam ser revendidas por 30% a 60% do valor pago originalmente, com tempo médio de venda entre 2 e 6 meses quando o preço é competitivo — podendo passar de um ano quando o vendedor mantém um preço acima do mercado. “A maior parte de quem procura vender não sabe nem por onde começar a precificar. E do outro lado, quem quer comprar tem medo de cair numa cota com pendência ou de a transferência não ser aprovada pelo resort”, explica Ghisleni.

O modelo não é inédito no mundo: nos Estados Unidos, a RedWeek consolidou-se como o marketplace de referência para revenda de timeshare, papel equivalente ao que a Ponte Cotas propõe se tornar no Brasil para a multipropriedade.

Como funciona a Ponte Cotas

A Ponte Cotas (razão social MG Participações Ltda, CRECI-J 35295-F, com sede em Gramado/RS) é um marketplace de compra, venda, aluguel e permuta de cotas de multipropriedade, hoje ativo em destinos como Gramado, Canela, Olímpia e Caldas Novas.

O funcionamento é direto: o vendedor assina um plano mensal, sem fidelidade, para anunciar a cota na plataforma (Essencial, por R$ 49/mês, ou Destaque, por R$ 99/mês, com posição prioritária nas buscas). O comprador encontra o anúncio, fala diretamente com o vendedor e negocia. A partir daí, as partes escolhem um entre três caminhos para fechar negócio: seguir por conta própria (Direto, sem custo e sem intermediação), contratar o Pacote Documental (R$ 690, com a equipe da Ponte Cotas cuidando de toda a documentação de transferência) ou usar o PonteSegura (R$ 990 + 1% do valor da transação), o nível mais protegido: a Ponte Cotas verifica a cota junto ao empreendimento, custodia o pagamento em conta segregada no Wertbank e só libera o valor ao vendedor depois da confirmação oficial da transferência — com devolução integral se a transferência não sair.

“A gente não promete rentabilidade nem trata a cota como investimento — isso nem é o que a lei de multipropriedade permite associar ao produto. O que a Ponte Cotas garante é clareza: preço de mercado, documentação correta e segurança de que o dinheiro só muda de mãos quando a transferência é confirmada”, diz Ghisleni.

O papel do corretor dentro do marketplace

Para o setor imobiliário que trabalha com multipropriedade, a proposta da Ponte Cotas tem um efeito prático imediato: dar um destino profissional para um pedido que, até hoje, o corretor não sabia como atender. “A gente não quer competir com o corretor — quer ser o canal que ele não tinha. Quando o cliente pede para revender, hoje o corretor pode indicar a Ponte Cotas com confiança, sabendo que existe processo, preço de referência e segurança documental por trás”, afirma o fundador.

Do lado dos projetos, o benefício é igualmente direto: um mercado secundário organizado tira da mesa da incorporadora um problema que ela normalmente não tem estrutura (nem interesse comercial) para resolver, sem deixar o cliente insatisfeito sem alternativa — o que, no médio prazo, protege a reputação do próprio empreendimento.

 

* Entrevista com Giovani Ghisleni, fundador da Ponte Cotas

 

 

Por que a revenda de cotas ainda é um problema para os projetos de multipropriedade?

Porque nenhum projeto foi desenhado para recomprar a própria cota. O modelo de negócio deles é vender cota nova, não administrar um mercado secundário. Só que o cliente que quer sair não desaparece — ele vira uma reclamação, um post negativo, uma ligação incômoda para o corretor. A Ponte Cotas assume esse pedaço que ninguém queria assumir.

Como a Ponte Cotas se diferencia de um grupo de Facebook ou de uma negociação informal via corretor?

Estrutura. A gente dá preço de referência baseado em dados reais de revenda, documentação padronizada e, para quem quer o nível mais alto de segurança, custódia do pagamento até a transferência ser confirmada pelo empreendimento. Isso é impossível de replicar num grupo de WhatsApp.

Quem deveria procurar a Ponte Cotas primeiro: o vendedor ou o comprador?

Os dois, mas o vendedor é a prioridade natural — sem oferta anunciada com qualidade, não existe negócio para o comprador encontrar. Por isso, hoje concentramos energia em atrair quem quer anunciar a cota, mas o comprador entra na mesma estrutura assim que o anúncio existe.

Qual é o principal medo de quem está pensando em comprar uma cota de segunda mão?

Cair numa cota com pendência ou ver a transferência travar no meio do caminho. É exatamente para isso que existe o PonteSegura: a gente verifica a cota junto ao empreendimento antes de qualquer coisa, e o dinheiro só é liberado ao vendedor depois que a transferência é confirmada oficialmente.

Qual é a ambição da Ponte Cotas nos próximos anos?

Ser, para a multipropriedade brasileira, o que a RedWeek é para o timeshare nos Estados Unidos: a referência natural de revenda — o lugar onde vendedor, comprador e corretor sabem que vão encontrar um processo sério, em vez de resolver tudo no boca a boca.

SERVIÇO

Empresa – Ponte Cotas (MG Participações Ltda) — CRECI-J 35295-F

Sede – Gramado/RS

Atuação – Marketplace de compra, venda, aluguel e permuta de cotas de multipropriedade

Destinos ativos – Gramado, Canela, Olímpia e Caldas Novas

Planos do vendedor – Essencial (R$ 49/mês) e Destaque (R$ 99/mês), sem fidelidade

Segurança de fechamento – Direto (sem custo) · Pacote Documental (R$ 690) · PonteSegura (R$ 990 + 1%, pagamento custodiado no Wertbank)

Site – www.pontecotas.com.br

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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado