“O Turismo é um setor ímpar para gerar emprego e distribuir renda em locais nos quais outras indústrias não chegam”

Entrevista com Pablo Morbis, presidente do Conselho de Administração do SINDEPAT

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Novo presidente do Conselho de Administração do SINDEPAT (Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas), Pablo Morbis terá como principais desafios para a sua gestão, no biênio 2024-2026, a ampliação dos diálogos com os Poderes Executivo e Legislativo; o aprofundamento dos estudos e notas técnicas que embasam os pleitos defendidos pelo SINDEPAT; a expansão do quadro de associados, diante do bom momento vivido pelo setor, com inaugurações e ampliações frequentes; a ampliação das ações sociais do SINDEPAT, como o Dia Nacional da Alegria (DNA) e o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência em Parques e Atrações (DNPD); e o desenvolvimento de espaços que estimulem a participação dos associados de forma prática e proativa dentro da associação, entre outros.

O novo presidente da entidade, que também é CEO do Grupo Cataratas, conversou com o Turismo Compartilhado sobre os planos para esses dois próximos anos para o SINDEPAT e setor de parques e atrações turísticas.

Formado em Engenharia Civil, Pablo Morbis iniciou sua carreira como trainee da Unilever. No Turismo, está há 18 anos, tendo iniciado no Grupo Cataratas na EcoNoronha, a concessionária do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Depois veio a mudança para o Rio de Janeiro, quando o Grupo Cataratas fez a implementação do Centro de Visitantes Paineiras, no Parque Nacional da Tijuca, resultando no início das operações do Paineiras Corcovado. Em 2020, assumiu como CEO do Grupo Cataratas e, neste ano, aceitou um novo desafio, como presidente do Conselho do SINDEPAT.

Como foi a decisão de assumir o SINDEPAT e suceder a Murilo Pascoal?

Assumir no lugar do Murilo Pascoal foi um processo natural. Ele permaneceu na presidência do Conselho do SINDEPAT por três mandatos e teve um papel fundamental no fortalecimento da associação, do associativismo e na união do setor de turismo. Após esse período de seis anos, o processo de mudança era algo natural. Temos um Conselho de Administração que trabalha muito unido e acredito que todos nós, líderes no setor de parques e atrações turísticas, devemos doar um pouco do nosso tempo pelo associativismo, pela importância que ele tem em nosso setor. Agora é a minha vez e encaro com bastante responsabilidade e entusiasmo, como uma espécie de doação do meu tempo para toda a classe que o SINDEPAT representa.

O setor de parques e atrações conseguiu vitórias gigantes e cresceu muito nos últimos anos. O que o setor deve buscar daqui para frente e como deverá ser a sua gestão frente ao Sindepat, em relação a buscar novas regulamentações, projetos de leis, e relacionamento com políticos e gestores públicos?

Um dos principais pilares do SINDEPAT é sua representação institucional por meio da atuação junto aos poderes Executivo e Legislativo. Monitoramos quase uma centena de Projetos de Lei que trazem impactos para o setor de parques e atrações, sejam eles positivos ou negativos. Temos a constante preocupação de apresentar aos representantes do Executivo e do Legislativo a importância econômica e social do nosso setor. Essa é outra das áreas de atuação do Sindepat, a de educar, de mostrar por meio de estudos e números como podemos contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Com empregos, com distribuição de renda, com oportunidades e, principalmente, com um desenvolvimento econômico que conserva o meio ambiente e promove a inclusão. O Sindepat completou 20 anos no ano passado e o crescimento da associação tem como base o trabalho realizado e as consequentes vitórias que você menciona na pergunta.

Conseguimos, realmente, grandes feitos, como a isenção do Imposto de Importação para equipamentos específicos, não produzidos no Brasil; por meio do assento no Conselho Nacional do Turismo, defendemos junto ao Ministério do Turismo nossos pleitos; e, mais recentemente, o Perse. Há muito para se comemorar, mas há muito trabalho a ser feito.

Se a proposta da jornada de trabalho 5×2 for aprovada, qual será o impacto para o setor de parques e atrações?

Nosso setor é intensivo em mão de obra, então, certamente é um dos mais afetados por qualquer mudança na legislação trabalhista. Acho prematuro fazermos considerações sem estudos que possam avaliar os impactos concretos. Hoje, por conta do Panorama Setorial que realizamos anualmente, conseguimos estimar em cerca de 180 mil o número de pessoas empregadas no nosso setor. Os projetos em desenvolvimento mapeados pela 2ª edição do Panorama Setorial serão responsáveis, ainda, por 15 mil novos empregos diretos. Esses são os números concretos que temos hoje, mas certamente vamos começar a estudar os impactos e a viabilidade de uma mudança na jornada de trabalho.

Qual o posicionamento do SINDEPAT em relação à regulamentação dos cassinos no Brasil? Como o turismo e setor de parques poderá se beneficiar dos cassinos?

Acreditamos que pode ser uma oportunidade de desenvolvimento de mais opções para o turismo, com mais um tipo de produto, o que sempre contribui para destinos com oferta tão variada como o Brasil. De qualquer modo, por ser um segmento que exige regulamentação, é fundamental que a mesma seja bem construída.

Na sua visão, como deverá ser o crescimento do setor para os próximos anos?

O aumento do número de visitantes é um dos principais drivers para o crescimento do setor, tanto em novos empreendimentos quanto em ampliações da capacidade das atrações e parques já instalados. O estudo setorial que realizamos anualmente mostrou que em 2023 os parques e atrações brasileiros receberam alto em torno de 128 milhões de visitantes e mapeou investimentos de R$ 15,5 bilhões para os próximos anos, somados aí os investimentos em novos parques e os reinvestimentos naqueles já instalados. O Panorama Setorial indicou ainda 53 novos projetos, totalizando 97 negócios de entretenimento em estruturação no Brasil, quando acrescentados os projetos identificados na primeira edição do estudo, de 2023. Os projetos em desenvolvimento aparecem em 51 cidades brasileiras, de 18 estados. Esses dados mostram que o setor de parques e atrações está em pleno desenvolvimento e, além disso, a expansão ocorre em todo o país, de forma descentralizada, comprovando que o Turismo é um setor ímpar para gerar emprego e distribuir renda em locais nos quais outras indústrias não chegam.

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