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Sérgio Ney, do Hot Beach, Gustavo Rezende, do GR Group, Maria Carolina Pinheiro, da Wyndham Hotel & Resorts, e Vinicius Medeiros, da Hotelier News

Lições da Multipropriedade são apresentadas em painel do Share Summit

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O mercado brasileiro de multipropriedade amadureceu rápido — mas não sem dores. O painel realizado no Share Summit evidencia um consenso entre os principais players: a diferença entre sucesso e fracasso está menos no produto em si, e mais na disciplina de operação, na gestão das expectativas e nas regras de uso.

O painel ‘’Quando o barato sai caro? Ensinamentos práticos da multipropriedade: o que não fazer e como obter sucesso’’, contou com participação de Sérgio Ney, do Hot Beach, Gustavo Rezende, CEO do GR Group, Maria Carolina Pinheiro, VP da Wyndham Hotel & Resorts, e mediação de Vinícius Medeiros, do Hotelier News.

Organizado pela Noctua, Beta Advisory e Hotelier News, o Share Summit acontece no dia 13/04, no The Westin São Paulo, em São Paulo (SP).

Confira as principais lições que o setor consolidou nos últimos anos — pontos especialmente valiosos para empreendedores, incorporadores e gestores hoteleiros que buscam consistência, previsibilidade e escala.

Uso é a métrica que sustenta tudo

Os panelistas foram unânimes: quanto maior o uso, maior o NPS, menor o distrato e menor o risco jurídico. Multipropriedade não é apenas um produto de venda — é um compromisso perpétuo com a experiência.  Projetos que não estimulam uso efetivo criam frustração, inadimplência e ações judiciais.

O barato sai caro quando o modelo é mal dimensionado

Os erros mais frequentes destacados no painel:

  • unidades com layout ou tipologias desajustadas
  • excesso de promessas comerciais frente ao produto real
  • falta de reservas para manutenção
  • comunicação frágil com o proprietário
  • modelos rígidos de uso que geram atrito

Governança, regras claras e flexibilidade evitam conflitos

A operação bem-sucedida depende de um tripé:

  • regras de uso inteligentes e flexíveis
  • inventário bem planejado (o que incluir, quando liberar, como equilibrar uso próprio, troca e aluguel)
  • comunicação recorrente e transparente

Clientes felizes usam mais; clientes que entendem o modelo reclamam menos.

Escolha de parceiros é um divisor de águas

Empreendimentos que prosperaram contam com:

  • operadores experientes
  • parceiros de vendas disciplinados
  • assessoria jurídica especializada
  • marcas que reforçam credibilidade

Produto bom = destino bom + experiência boa

A venda é impulsionada pelo desejo de pertencimento ao destino.

Os panelistas reforçaram que:

  • o destino deve ser protagonista
  • o complexo deve ser pensado como ecossistema
  • o pós-venda deve ser estruturado como hospitalidade contínua

Maturidade do modelo: do improviso ao ecossistema

O setor saiu da fase da “experimentação” — quando ideias eram adaptadas de modelos externos — para um momento de profissionalização, com:

  • foco na jornada do proprietário
  • processos de operação e manutenção eficientes
  • VGV visto como métrica relevante, mas não suficiente
  • projetos acompanhando o ciclo completo do produto

O painel deixa clara a grande lição: multipropriedade não é um atalho de vendas; é um compromisso operacional de longo prazo. Empreendedores que olham apenas para o VG V colhem problemas.  Empreendedores que tratam a multipropriedade como negócio recorrente — e não como produto pontual — constroem valor, reputação e resultados duradouros.

  • Acompanhe mais do Share Summit em nossas redes sociais.
  • O Turismo Compartilhado cobre o Share Summit a convite da Noctua, Beta Advisory e Hotelier News.

Picture of Por: Fabio Mendonça

Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado