Resumo do Conteúdo:
- O Polo Turístico Cabo Branco (PB) foi destaque no SINDEPAT Summit 2026 como uma das maiores transformações turísticas em andamento no Brasil.
- O painel contou com participação de Lizete Ribeiro, CEO do Grupo Tauá de Resorts; Rômulo Polari Filho, diretor-presidente do CINEP (Companhia de Desenvolvimento da Paraíba); Alba Coronado, CEO do Aquaí Parks & Resorts; Márcio Clare, CEO do Terra Dino; e Cinthia Marques, especialista de Projetos Sênior da ONU Turismo.
- O projeto, idealizado há décadas, ganhou tração apenas a partir de 2019 com ações do Governo da Paraíba para destravar licenças, garantir segurança jurídica e oferecer incentivos competitivos.
- Já são mais de R$ 3,3 bilhões em investimentos privados contratados, 15 mil novos leitos previstos e mais de 21 mil empregos gerados na fase de implantação.
- O Tauá João Pessoa será o primeiro grande empreendimento do Polo, com soft opening em 2 de junho e abertura completa em 1º de julho.
- O Aquaí Parks & Resorts investe R$ 700 milhões em um parque aquático com pré‑abertura prevista para agosto de 2025. Meta: 1 milhão de visitantes nos primeiros cinco anos.
- O Terra Dino reforça a vocação familiar do destino com um parque temático de dinossauros baseado na paleontologia brasileira, e não em franquias estrangeiras.
- O governo planeja expandir o mix de atrações para Polo Cabo Branco.
Uma das maiores transformações turísticas em andamento no Brasil ganhou um painel do SINDEPAT Summit 2026 – o Polo Turístico Cabo Branco, em João Pessoa (PB), com o tema ‘’Destino em construção: case Polo Cabo Branco (PB). O poder das atrações como vetor de desenvolvimento ‘’, com participação de Lizete Ribeiro, CEO do Grupo Tauá de Resorts; Rômulo Polari Filho, diretor-presidente do CINEP (Companhia de Desenvolvimento da Paraíba); Alba Coronado, CEO do Aquaí Parks & Resorts; Márcio Clare, CEO do Terra Dino; e Cinthia Marques, especialista de Projetos Sênior da ONU Turismo, como moderadora.
Rômulo Polari abriu o painel contextualizando que o Polo Cabo Branco, idealizado há décadas, só ganhou tração a partir de 2019 com ações diretas do Governo da Paraíba para destravar licenças, garantir segurança jurídica e oferecer incentivos competitivos. “É um projeto que estava parado havia 40 anos”, contou.
Segundo o diretor da CINEP, já são mais de R$ 3,3 bilhões em investimentos privados contratados, com 15 mil novos leitos previstos e mais de 21 mil empregos gerados apenas na fase de implantação. “É o maior complexo turístico em execução no Brasil hoje”, destacou.
A visão dos empreendedores
Primeira grande investidora do Polo, com o empreendimento Tauá João Pessoa, a CEO do Tauá, Lizete Ribeiro, detalhou o avanço da construção e anunciou as datas de abertura do novo resort: soft opening em 2 de junho e inauguração completa em 1º de julho. Ela reforçou que o fator decisivo para apostar na Paraíba foi a clareza de propósito da gestão pública. “Escolhemos o Polo porque vimos um governo que dá condições reais para empreender”, disse.
A executiva lembrou que o novo Tauá terá 1.100 apartamentos e estrutura completa de lazer, reforçando o posicionamento de destino familiar do complexo.
Atrações como motor de desenvolvimento
O painel mostrou que o Polo Cabo Branco está se consolidando não apenas pela hotelaria, mas pelo poder das atrações âncoras.
A CEO do Aquaí Parks & Resorts, Alba Coronado, anunciou que o parque aquático — com investimento de R$ 700 milhões — terá pré‑abertura em agosto de 2025, com a meta de alcançar 1 milhão de visitantes nos primeiros cinco anos. “Este é um projeto pensado para ser a cara da Paraíba, não uma cópia de modelos estrangeiros. Aqui vamos contar histórias próprias”, afirmou. Ela propôs ainda que os projetos se unam para conquistar um prêmio internacional de melhor destino turístico em desenvolvimento.
Na mesma linha, Márcio Clare, CEO da Terra Dino, destacou que o parque temático de dinossauros chega para ampliar o fluxo familiar e reforçar a singularidade da região. “Não queremos fazer outro Jurassic Park. Queremos fazer um parque brasileiro, com narrativa nossa, valorizando a paleontologia local”, explicou.
Desafios: financiamento, mão de obra e infraestrutura aérea
Apesar do ritmo acelerado das obras, os participantes foram unânimes ao mencionar entraves — principalmente o custo de capital no Brasil e a burocracia ligada ao crédito. Lizete citou o apoio do Banco do Nordeste, mas lembrou que as exigências são “duríssimas”.
Outro ponto crítico é a escassez de mão de obra especializada, tanto na construção civil quanto no turismo. Alba relatou que, para suprir a demanda, o Aquaí iniciou programas formativos próprios.
Já Márcio pontuou a necessidade de ampliar a conectividade aérea: “O Polo vai puxar o turismo, mas é preciso puxar também a malha aérea. A Paraíba precisa de mais voos”.
O futuro do Polo: um ecossistema completo
Rômulo Polari revelou planos do governo para expandir o mix de atrações, incluindo um grande aquário, novos parques, áreas gastronômicas e a possibilidade de receber marcas como Turma da Mônica. A harmonia entre os empreendimentos é vista como diferencial. ‘’O sucesso de um atrai visitantes para todos”, declarou.
Cinthia Marques, da ONU Turismo, destacou o caráter exemplar do Polo Cabo Branco. “Este é um caso real de como atrações e investimentos estruturantes podem transformar um destino, não apenas no turismo, mas no desenvolvimento socioeconômico”, concluiu ela.






