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Atração do Bob Esponja no Beto Carrero World

Beto Carrero World anuncia investimento bilionário para transformar parque em resort de entretenimento

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O Beto Carrero World, em Penha (SC), revelou seu ambicioso plano de investimento de R$ 2 bilhões nos próximos quatro anos. A iniciativa, detalhada pelo CEO Alex Murad em entrevista à Revista Exame, visa consolidar o empreendimento como um resort de entretenimento completo, com foco na expansão hoteleira e na criação de novas áreas temáticas de renome internacional.

O CEO do parque temático enfatizou o momento positivo da companhia. “Estamos na melhor fase da nossa carreira, passando pelo nosso melhor momento financeiro”, afirmou Murad à Exame, justificando o aporte massivo de recursos próprios e de parceiros.

O plano bilionário se desdobra em dois eixos estratégicos. O primeiro busca coroar a bem-sucedida estratégia de licenciamento de marcas/personagens do parque, que já conta com parcerias globais. A grande novidade é a criação de uma área temática do Bob Esponja, em colaboração com a Paramount, prometida para ser a maior do mundo dedicada ao personagem, com inauguração prevista para 2028. Este espaço incluirá duas grandes atrações, destacando uma montanha-russa descrita por Murad, como “a mais cara do Hemisfério Sul, com custo duas vezes maior do que qualquer outra existente hoje”. Atualmente, o Beto Carrero conta com acordos com a Dreamworks, com as franquias Shrek, Madagascar, Kung Fu Panda, Mattel, com a marca Hot Wheels, e Hasbro, para uma área temática Nerf.

Além disso, o parque terá uma área totalmente imersiva dedicada à Galinha Pintadinha, com um investimento de R$ 50 milhões, projetada para atrair o público infantil. Um terceiro personagem internacional, ainda não revelado, também terá sua própria área temática em breve. A aposta na tematização é clara: “As atrações sozinhas, sem tematização, já não são mais tão procuradas quanto aquelas com história e personagens”, explicou o CEO do Beto Carrero. 

O segundo pilar do investimento é a construção de um complexo hoteleiro dentro do próprio Beto Carrero World, que atualmente utiliza apenas 10% de sua vasta área de 14 milhões de metros quadrados. Serão três torres do parque, cada uma com 200 apartamentos, além de projetos em parceria com outras redes hoteleiras.

A visão é de uma experiência de imersão total. “Serão hotéis anexos, temáticos e imersivos. O cliente vai acordar e praticamente cair dentro do parque”, descreveu Alex Murad à Exame, comparando o modelo aos complexos integrados da Disney e Universal. O objetivo é aumentar o tempo de permanência dos visitantes na cidade de Penha, transformando-a em um destino completo de entretenimento e lazer.

Os investimentos são sustentados por um desempenho robusto. O parque registrou uma receita de R$ 660 milhões no último ano, um crescimento de 14% em relação ao período anterior, e atraiu 2,9 milhões de visitantes, mantendo a liderança na América Latina. A meta ambiciosa é dobrar o número de visitantes até o fim da década, capitalizando o aquecimento do turismo doméstico e a dificuldade de acesso a parques internacionais.

Murad sublinha o potencial do mercado nacional, observando que “Só cerca de 3% da população brasileira tem visto para ir aos Estados Unidos visitar um parque em Orlando, por exemplo. E mesmo esses vêm ao nosso parque e gostam.” Essa percepção reforça a estratégia de oferecer uma experiência de classe mundial no Brasil, solidificando o Beto Carrero World como um ícone do entretenimento e um motor para o turismo nacional.

Rebuliço, atração do Beto Carrero World
Picture of Por: Fabio Mendonça

Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado