Buscar

Fernando Pysklyvicz.

A nova liderança do My Mabu

Compartilhar:

Com um dos projetos mais bem sucedidos de propriedade compartilhada no Brasil, atuando com timeshare e multipropriedade, o Grupo Mabu entra em novo momento de crescimento e implantação de novas estratégias. Para conduzir esse planejamento no My Mabu, em Foz do Iguaçu (PR), o grupo trouxe um novo diretor executivo para o projeto, Fernando Pysklyvicz.

Com expertise em performance comercial e construção de cultura orientada à experiência, o novo diretor executivo assume a frente do My Mabu com o desafio de potencializar resultados já expressivos, fortalecer ainda mais a jornada do cliente e ampliar as bases de fidelização, garantindo sustentabilidade e expansão no mercado de Vacation Ownership.

Reconhecido nacionalmente por sua sólida experiência em liderança de operações comerciais, fidelização e retenção de clientes, Fernando é pós-graduado em Gestão de Pessoas e Gestão Comercial pela FGV, o executivo construiu sua carreira à frente de times de alta performance em grandes players do setor, como Aviva Vacation Club, VCI (Hard Rock Hotel), Gramado Parks e Grupo Oceanic/Proxy Gestão. Também é uma das principais vozes da indústria, tendo sido painelista no ADIT Share, Top Seller RCI e Multipropriedade Summit. 

Em entrevista ao Turismo Compartilhado, o novo diretor executivo conta mais detalhes do planos do My Mabu com sua chegada. 

Como surgiu a oportunidade de se juntar ao Grupo Mabu?

A oportunidade surgiu de forma bastante orgânica. Eu não estava, naquele momento, em busca ativa de uma nova posição, quando fui procurado por um dos membros do conselho, que havia recebido referências muito positivas sobre o meu trabalho de diferentes profissionais do mercado. A partir dessas conversas iniciais, ficou claro que havia uma forte convergência entre os desafios estratégicos do Grupo Mabu e a minha experiência em gestão e transformação de negócios, o que acabou abrindo caminho para essa aproximação.

O que representa para a sua trajetória profissional esse novo desafio no My Mabu? O que o motivou a assumir este cargo?

Assumir a liderança do My Mabu representa um marco importante na minha trajetória profissional. São 18 anos dedicados ao mercado de turismo compartilhado, passando por diferentes áreas e desafios que me prepararam de forma muito consistente para este momento. Encaro essa oportunidade como a consolidação de todo esse percurso profissional.


O que realmente me motivou a aceitar o convite foi a combinação entre desafio e propósito. Desafios sempre foram um fator determinante na minha carreira, especialmente quando tenho o apoio da minha família — em especial da minha esposa, Fraciele, que é fundamental em todas as minhas decisões. Além disso, a cultura do Grupo Mabu foi um ponto decisivo: trata-se de uma organização que alia foco consistente em resultados a uma gestão de pessoas muito sólida, um alinhamento de valores que me fez abraçar essa nova etapa com entusiasmo.

O My Mabu já tem uma operação consolidada e é referência no setor. O que o Grupo Mabu planeja em relação a crescimento e novos produtos com a sua chegada à liderança do My Mabu?

É importante destacar que o Grupo Mabu já vinha conduzindo um planejamento estratégico bastante robusto para os próximos cinco anos, antes mesmo da minha chegada. Esse plano contempla a expansão tanto da estrutura de hospitalidade quanto da área de entretenimento, reforçando ainda mais o posicionamento do My Mabu como referência no setor de multipropriedade.
Com a minha entrada, o objetivo não é reinventar o que já está bem estruturado, mas agregar visão, fortalecer processos e identificar oportunidades de melhoria que potencializem esse planejamento. A ideia é contribuir para um crescimento sustentável, ampliar a presença do Grupo no mercado e seguir oferecendo experiências diferenciadas aos clientes. Em resumo, chego para somar, acelerar o que já funciona e abrir espaço para novas possibilidades de crescimento.

Com uma vasta trajetória no pós-vendas, de que forma essa experiência pode contribuir para melhorar os setores de vendas e captação de clientes?

Sempre encarei o pós-vendas como uma espécie de consultoria permanente para o time comercial. É nesse contato direto e contínuo com o cliente que conseguimos compreender, com profundidade, suas reais expectativas, níveis de satisfação e principais dores. Essas informações são valiosas para ajustar oferta, abordagem, discurso comercial e até a estratégia de captação.

O que pretendo implementar é uma integração mais estruturada entre pós-vendas, vendas e captação, por meio de rituais e processos bem definidos. Quando essas áreas atuam de forma sinérgica, a jornada do cliente melhora de ponta a ponta, a conversão tende a crescer e a retenção se fortalece. Essa visão integrada é essencial para elevar ainda mais o desempenho comercial do My Mabu.

My Mabu

Qual é a sua visão sobre o mercado de multipropriedade atualmente? Quais são os principais desafios e oportunidades do setor?

O mercado de multipropriedade atravessa um momento delicado. Há projetos enfrentando dificuldades tanto na entrega do produto quanto na operação diária, o que tem levado o setor a repensar seus modelos. Na minha avaliação, existe uma tendência de retomada do formato de direito de uso, enquanto observamos uma desaceleração na entrada de novos empreendimentos de multipropriedade.

Não sou contrário ao modelo de multipropriedade imobiliária — trabalhei por muitos anos nesse formato e reconheço suas virtudes. No entanto, é preciso admitir que a gestão se torna extremamente complexa em projetos com milhares de proprietários. Trata-se de uma relação de longo prazo, que exige governança muito bem estruturada e alto nível de engajamento dos próprios clientes. Já o modelo de direito de uso oferece maior flexibilidade de gestão, mais agilidade para inovar em produtos e experiências e mantém o ativo hoteleiro sob controle do empreendedor, fortalecendo a sustentabilidade do negócio.

Independentemente do modelo adotado, o principal desafio do setor hoje é a mão de obra. Em todas as regiões onde atuei, sempre houve dificuldade para contratar e reter talentos, seja nas áreas comerciais, no pós-vendas ou na operação hoteleira.

Por outro lado, é justamente a partir dessas dores que surgem as maiores oportunidades. Quem conseguir ser criativo, ajustar processos, revisar produtos, inovar e encontrar caminhos para gerar mais receita com custos equilibrados certamente sairá na frente. O setor está em transformação e este é, sem dúvida, o momento de pensar fora da caixa e construir soluções mais eficientes e sustentáveis para o futuro.

Picture of Por: Fabio Mendonça

Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado