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Tecnologia, distribuição e gestão profissional impulsionam nova fase da Wyndham Hotels & Resorts na propriedade compartilhada

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Insights Estratégicos do Conteúdo:

  • Wyndham Hotels & Resorts apresenta a Tecnologia com IA – Wyndham Connect.
  • Investimento projetado de US$ 45 milhões em tecnologia neste ano. 
  • A ferramenta automatiza interações, responde dúvidas, personaliza comunicações e apoia vendas adicionais, liberando equipes de tarefas repetitivas. 
  • Versão Connect PLUS: mensagens automatizadas, assistência por voz e autoatendimento. 
  • Resultados: milhões de interações processadas; hotéis mais engajados geraram, em média, +US$ 60 mil em receita incremental; o melhor desempenho superou US$ 200 mil.  
  • Por que importa para a multipropriedade: A relação com o cliente cobre todo o ciclo: venda da fração, confirmação de uso, preparação da viagem, serviços, estada, preferências e novas aquisições. 
  • Por que importa para a multipropriedadeCom autorização do hóspede, a IA permite comunicações personalizadas, sugestões por perfil e oportunidades comerciais em cada etapa da jornada — reduzindo a carga operacional das equipes.

 

A propriedade compartilhada brasileira entra em uma fase de maior maturidade. Após anos de rápida expansão, o segmento passa a ser avaliado não apenas pela capacidade de comercializar frações imobiliárias, mas também pela qualidade da operação, governança, geração de demanda e entrega consistente de valor aos proprietários ao longo de todo o ciclo do empreendimento.

Dados da décima edição do estudo Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil, elaborado pela Caio Calfat Real Estate Consulting, mostram que o país alcançou, em 2026, 224 empreendimentos distribuídos por 99 cidades de 18 estados. O mercado reúne mais de 44 mil unidades habitacionais e aproximadamente 1,26 milhão de frações, enquanto o VGV potencial ultrapassou R$ 100,5 bilhões. O volume vendido acumulado chegou a R$ 66,3 bilhões, avanço de 24,4% em relação ao levantamento anterior.

Nesse novo cenário, a presença de uma marca internacional passa a representar muito mais do que reconhecimento para o consumidor. Ela conecta o projeto a sistemas globais de distribuição, padrões operacionais, programas de fidelidade, inteligência comercial, tecnologia e suporte especializado — elementos capazes de influenciar a ocupação, a reputação e a rentabilidade do ativo no longo prazo.

A Wyndham Hotels & Resorts acompanha diretamente essa evolução. Com mais de 8.400 hotéis, 25 marcas em aproximadamente 100 países e uma base superior a 124 milhões de membros no Wyndham Rewards, a companhia oferece aos empreendedores uma plataforma global de vendas, marketing, fidelização e operação. Um dos pilares dessa estratégia é o investimento contínuo em tecnologia. Em seu relatório anual, a Wyndham informa que projetou aproximadamente US$ 45 milhões para investimento em tecnologia neste ano. 

Entre as soluções desenvolvidas está o Wyndham Connect, plataforma de relacionamento com hóspedes. A ferramenta utiliza recursos de inteligência artificial para automatizar interações, responder dúvidas, personalizar comunicações, apoiar vendas adicionais e liberar as equipes dos hotéis de parte das tarefas repetitivas. Há ainda o Wyndham Connect PLUS, versão ampliada que incorpora mensagens automatizadas, assistência por voz e soluções de autoatendimento. 

Nos mercados onde já está implantada, a plataforma processou milhões de interações orientadas por IA e ajudou a gerar receitas adicionais com upselling, reduzir o volume de chamadas e ampliar reservas diretas. Segundo a Wyndham, os hotéis mais engajados com a solução registraram, em média, mais de US$ 60 mil em receita incremental no último ano, enquanto a propriedade com melhor desempenho ultrapassou US$ 200 mil.

Para empreendimentos de propriedade compartilhada, esse tipo de tecnologia ganha especial relevância. A relação com o cliente não termina na venda da fração nem se limita ao período de hospedagem. Ela envolve confirmação de uso, preparação da viagem, oferta de serviços, atendimento durante a estada, compreensão de preferências e manutenção de um vínculo capaz de estimular novas experiências e futuras aquisições.

Com a autorização do hóspede, a tecnologia pode apoiar comunicações personalizadas, sugerir serviços e experiências adequadas ao seu perfil e identificar oportunidades comerciais em diferentes momentos da jornada. Ao mesmo tempo, a automação reduz a carga operacional sobre as equipes, que passam a dedicar mais tempo às interações em que a presença humana é realmente decisiva.

Essa evolução acompanha uma mudança mais ampla no comportamento do consumidor. A multipropriedade deixa de ser percebida apenas como o direito de utilizar um imóvel durante um período fixo e passa a integrar uma lógica de acesso a destinos, serviços e experiências. É nesse ponto que distribuição internacional, fidelidade e operação hoteleira se tornam diferenciais. Ao conectar um empreendimento a uma plataforma global, a marca amplia sua exposição para diferentes mercados, gera novas possibilidades de demanda e contribui para que o cliente perceba valor para além do ativo originalmente adquirido.

Para Maria Carolina Pinheiro, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Wyndham Hotels & Resorts para América Latina e Caribe, a profissionalização da operação será determinante para o próximo ciclo do setor. “A multipropriedade brasileira alcançou uma escala muito relevante e entra agora em uma etapa na qual gestão, governança, tecnologia e capacidade de gerar demanda passam a ser fundamentais para a sustentabilidade dos projetos. O consumidor não procura apenas semanas de uso; ele busca flexibilidade, confiança e experiências alinhadas ao seu estilo de vida. A presença de uma marca global ajuda a conectar esses empreendimentos a plataformas internacionais de distribuição, padrões operacionais consistentes e ferramentas que podem ampliar receitas e qualificar o relacionamento com o hóspede.”

A executiva acrescenta que a tecnologia deve atuar como suporte à hospitalidade, e não como substituta da relação humana. “Soluções como o Wyndham Connect mostram que a inteligência artificial já pode gerar resultados mensuráveis para os hotéis, desde a redução de tarefas repetitivas até a criação de receitas adicionais por meio de uma comunicação mais relevante. Mas o principal ganho está em permitir que as equipes utilizem melhor seu tempo. A tecnologia interpreta dados e antecipa necessidades; são as pessoas que transformam essas informações em acolhimento, confiança e experiências memoráveis.”

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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado