Insights estratégicos do conteúdo:
- Entrevista com Lindomar Ceciliano, sócio da MULTI Experiências
- O empresário explica o modelo de carro por assinatura: o formato propõe contratar o uso de um veículo zero km por período e quilometragem definidos, pagando uma mensalidade — em vez de adquirir o bem.
- Nova pergunta de consumo: o foco passa de “quanto custa ter este carro?” para “quanto custa utilizá-lo por determinado período?”.
COMPARAÇÃO COM COMPRA/FINANCIAMENTO
- Comprar envolve aquisição de patrimônio, exposição à desvalorização e todos os custos adjacentes.
- A assinatura pode incluir documentação, IPVA, manutenção prevista e seguro/proteção na mensalidade, conforme o plano.
- Erro mais comum: comparar apenas a parcela do financiamento com a mensalidade. A comparação correta é o custo total de utilização nas duas modalidades.
POR QUE INTERESSA A EMPRESÁRIOS
- Libera capital que estaria imobilizado em veículos para outras áreas do negócio (tecnologia, marketing, expansão, pessoas).
- Gera previsibilidade de custos de mobilidade — variável-chave para a gestão financeira.
CONEXÃO COM HOTELARIA E TURISMO
- Setores que já dominam a lógica de uso e experiência (um hotel vende o direito de usar o quarto, não a propriedade).
- Aplicações práticas: veículos para diretoria, gerência, equipes comerciais, visitas corporativas e benefícios corporativos oferecidos a colaboradores.
- Mobilidade pode integrar a estratégia de relacionamento da empresa.
DESMISTIFICAÇÕES IMPORTANTES
- Não é só para grandes frotas: existem planos para pessoa física e jurídica, do uso individual ao veículo corporativo.
- Não é sempre melhor que comprar: a decisão depende da realidade financeira, operacional e tributária de cada caso.
PAPEL DA MULTI EXPERIÊNCIAS
- Atuação consultiva antes da cotação: entende necessidade, perfil de uso, orçamento e categoria desejada.
- Trabalha com múltiplas marcas e modelos, conforme disponibilidade das operadoras parceiras.
Durante décadas, trocar de carro significava praticamente seguir o mesmo roteiro: escolher o modelo, comprar à vista ou financiar, cuidar de documentação, seguro e manutenção e, alguns anos depois, lidar com a desvalorização e a revenda.
O crescimento do carro por assinatura colocou uma nova possibilidade nessa equação. Em vez de necessariamente adquirir o veículo, o consumidor contrata o seu uso por determinado período e passa a trabalhar com uma mensalidade definida, dentro das condições estabelecidas em contrato.
Mais do que uma nova maneira de chegar a um carro zero km, o modelo propõe uma mudança na própria lógica de consumo: em determinadas situações, o acesso e a utilização podem ser mais relevantes do que a propriedade.
Para empresários, executivos e profissionais da hotelaria e do turismo, essa discussão ganha ainda outro componente: a decisão sobre onde alocar capital e como tornar os custos de mobilidade mais previsíveis.
Para entender melhor esse mercado, o Turismo Compartilhado conversou com Lindomar Ceciliano, sócio da MULTI Experiências, empresa que atua na intermediação e consultoria para contratação de carros zero km por assinatura.
O que é, na prática, um carro por assinatura?
É uma forma de utilizar um carro zero km sem necessariamente precisar comprá-lo. O cliente escolhe o veículo e contrata um plano por determinado período e quilometragem. Durante a vigência do contrato, paga uma mensalidade conforme as condições estabelecidas pela operadora.
A grande mudança está na lógica. Em vez de pensar apenas em “quanto custa ter esse carro?”, você começa a avaliar “quanto custa utilizar esse carro durante determinado período?”. São duas formas diferentes de pensar a mobilidade.
E onde está a principal diferença em relação à compra ou ao financiamento?
A compra envolve aquisição de um patrimônio. Você coloca recursos no veículo, assume os custos relacionados a ele e também fica exposto à sua desvalorização ao longo do tempo.
Na assinatura, você está contratando o uso. Dependendo do plano e da operadora, despesas relacionadas a documentação, IPVA, manutenção prevista e proteção ou seguro podem estar contempladas na mensalidade.
Por isso, comparar apenas a parcela de um financiamento com a mensalidade de uma assinatura pode levar a uma conclusão equivocada.A comparação mais inteligente é olhar para o custo total de utilização nas duas situações.
Por que esse assunto começa a chamar a atenção também de empresários?
Porque o empresário normalmente olha para duas coisas com bastante atenção: capital e previsibilidade. Quando uma empresa compra veículos, existe um recurso sendo direcionado para aquele patrimônio. Dependendo da operação, esse mesmo capital poderia estar disponível para tecnologia, marketing, expansão, estrutura, pessoas ou outras áreas diretamente ligadas ao negócio.
A assinatura cria uma alternativa que merece entrar nessa análise. Isso não significa dizer que assinar será sempre melhor do que comprar. Cada empresa possui uma realidade financeira, operacional e tributária diferente.
O ponto é que hoje existe uma terceira pergunta importante: “eu realmente preciso ser proprietário desse veículo para utilizá-lo?”
E por que essa discussão é especialmente interessante para hotelaria e turismo?
Porque são setores que conhecem muito bem o conceito de uso e experiência. Um hotel não vende a propriedade de um quarto. Ele vende o direito de utilizá-lo por determinado período e toda a experiência relacionada àquela utilização.
No turismo compartilhado essa lógica é ainda mais evidente. De certa forma, o carro por assinatura traz um raciocínio semelhante para a mobilidade: você não necessariamente precisa adquirir o ativo para ter acesso à experiência e à utilização daquele bem.
Além disso, hotéis, resorts, incorporadoras, empresas de turismo e operações comerciais possuem diferentes necessidades de mobilidade que podem ser analisadas dentro desse modelo.
Estamos falando apenas de grandes empresas e grandes frotas?
Não. Esse talvez seja um dos conceitos que mais precisamos desmistificar. Hoje existem alternativas para pessoa física e pessoa jurídica, sempre de acordo com as regras e condições de cada operadora.
Na MULTI atendemos desde uma pessoa que está pensando em trocar seu carro particular até empresários interessados em veículos para diretores, gerentes, equipes comerciais ou outras necessidades da operação. Não é preciso ter uma grande frota para começar a avaliar a assinatura.
Quais despesas normalmente entram nessa conta?
Isso depende da operadora e do contrato, e esse ponto precisa ser muito transparente. Em diferentes planos podem estar contemplados itens como documentação, IPVA, manutenção prevista e proteção ou seguro, conforme as regras da contratação.
Também existem variáveis importantes como prazo, franquia de quilometragem, disponibilidade do veículo, condições de utilização e responsabilidades de cada parte.
Por isso sempre reforçamos: não compare apenas mensalidades. Compare tudo o que você efetivamente gastará para utilizar aquele veículo durante o período analisado.
Com tantas opções no mercado, qual é exatamente o papel da MULTI?
A MULTI procura simplificar essa decisão. O mercado possui diferentes operadoras, veículos, prazos, quilometragens e condições. Para alguém que não acompanha esse segmento diariamente, comparar todas essas variáveis pode ser trabalhoso.
Nosso atendimento começa antes da cotação. Primeiro queremos entender para que o cliente precisa do carro, quanto pretende rodar, qual categoria procura, durante quanto tempo pretende utilizá-lo e qual orçamento faz sentido.
A partir desse perfil, buscamos alternativas disponíveis através das nossas parcerias. Por isso gosto de dizer que nosso trabalho não começa no carro. Começa na necessidade do cliente.
Então a MULTI não trabalha necessariamente com uma única marca ou modelo?
Exatamente. Podemos trabalhar com diferentes categorias, marcas e modelos, conforme a disponibilidade e as condições das operadoras parceiras no momento da cotação.
Temos clientes procurando economia para o uso diário. Outros priorizam espaço e conforto para a família. Existem executivos interessados em SUVs e empresas que precisam encontrar uma configuração adequada para seus gestores ou equipes.
Por isso não existe um único “carro ideal”. Existe o veículo mais adequado para aquela necessidade, naquele momento.
Como hotéis, resorts e empresas de turismo poderiam utilizar esse modelo?
Existem várias possibilidades. A empresa pode avaliar veículos destinados à diretoria, gerência, área comercial, visitas corporativas ou atividades administrativas.
Também existe uma discussão interessante sobre benefícios corporativos. Uma empresa pode apresentar aos seus colaboradores e parceiros a possibilidade de conhecer o modelo de assinatura para seus próprios veículos, sem que isso necessariamente represente a aquisição de uma frota pela companhia.
Mobilidade pode passar a fazer parte da estratégia de relacionamento e benefícios das empresas.
Qual é o erro mais comum de quem começa a pesquisar um carro por assinatura?

Tomar a decisão olhando somente para o número que aparece no anúncio. Uma mensalidade menor não significa automaticamente uma proposta melhor.
É necessário avaliar quilometragem, prazo contratual, condições de devolução, responsabilidades, serviços incluídos, disponibilidade, análise cadastral e todas as demais regras da contratação.
É justamente nesse ponto que acreditamos no atendimento consultivo. O cliente precisa saber exatamente o que está contratando e conseguir comparar as alternativas com clareza.
Existe um perfil para quem a assinatura faz mais sentido?
Existe um perfil, mas não existe uma regra universal. Para algumas pessoas, comprar continuará fazendo muito sentido. Para outras, a assinatura pode oferecer uma combinação interessante de conveniência, previsibilidade e menor envolvimento com as responsabilidades da propriedade.
Para empresas acontece a mesma coisa. Por isso evitamos começar a conversa dizendo que assinatura é melhor do que compra. Preferimos começar pelos números e pela necessidade. A melhor modalidade é aquela que faz mais sentido para a realidade de quem vai utilizar o veículo.
Para terminar, qual conselho você daria a quem está pensando em trocar de carro nos próximos meses?
Antes de comprar o próximo zero km, faça também uma cotação de assinatura. Não precisa partir do princípio de que uma alternativa será melhor do que a outra.
Coloque os números na mesa. Veja quanto precisaria investir para comprar o veículo, considere os custos envolvidos durante o período em que pretende ficar com ele e compare com uma proposta de assinatura compatível com o seu perfil.
Para quem trabalha com hotelaria e turismo, eu acrescentaria uma reflexão: nosso setor entendeu há muito tempo que uma grande experiência não depende necessariamente da propriedade de um ativo.
Talvez essa mesma lógica também possa ser aplicada à nossa mobilidade. Antes de decidir como comprar seu próximo carro, vale a pena se perguntar: eu preciso ter esse carro ou preciso ter esse carro à minha disposição? Essa diferença parece pequena, mas pode mudar completamente a decisão.
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MULTI EXPERIÊNCIAS | ASSINATURA DE CARROS ZERO KM
Mobilidade inteligente para pessoas e empresas.
A MULTI oferece atendimento consultivo para pessoas físicas e jurídicas interessadas em carros zero km por assinatura.
A partir do perfil e da necessidade de cada cliente, a equipe busca alternativas entre diferentes categorias, marcas, prazos e franquias de quilometragem disponíveis por meio de operadoras parceiras.
Empresários e profissionais da hotelaria e do turismo: antes de renovar ou adquirir seu próximo veículo, conheça também as possibilidades da assinatura.
Seu próximo zero km não precisa necessariamente ser comprado. Ele pode ser assinado.






