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Disney detalha como pretende utilizar inteligência artificial em parques temáticos

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Resumo do Conteúdo:

  • Disney conta com cinco frentes estratégicas de IA: criação/produção de conteúdo, monetização, produtividade da força de trabalho, experiências de visitantes/consumidores e operações corporativas — tratadas como oportunidade de longo prazo.
  • Personalização da experiência nos parques: a IA está sendo usada para reduzir a complexidade do planejamento e reserva de viagens, adaptando a jornada do visitante às suas preferências reais e otimizando o tempo dentro dos parques.
  • Previsão de demanda de mão de obra: Aplicação de IA para antecipar a necessidade de pessoal nos parques, com duplo benefício — melhorar a experiência de visitantes e colaboradores e tornar a gestão de custos mais eficiente.
  • Criatividade humana como prioridade: a empresa posiciona a IA como ferramenta complementar, mantendo a criação humana no centro e respeitando os criadores e a propriedade intelectual da empresa.

A Walt Disney Company apresentou, em relatório de resultados financeiros, as diretrizes de como pretende aplicar inteligência artificial (IA) em seus parques temáticos, resorts  e demais áreas de negócio.

De acordo com o portal Blooloop.com, na teleconferência de resultados realizada em maio deste ano, o CEO Josh D’Amaro e o CFO Hugh Johnston expuseram os planos da companhia para empregar IA na otimização e personalização da experiência nos parques.

D’Amaro indicou que a empresa utiliza a tecnologia “para diminuir as complexidades do planejamento e da reserva de viagens, adaptando a experiência ao que os visitantes realmente buscam”. Segundo ele, há uma “oportunidade significativa” em facilitar o planejamento familiar, permitindo que os hóspedes otimizem o tempo dentro dos parques e personalizem sua jornada.

No âmbito da produtividade da força de trabalho, Johnston destacou a iniciativa de “implementar uma previsão precisa da demanda de mão de obra nos parques temáticos”. Para o CFO, o recurso tem potencial de melhorar a experiência tanto dos visitantes quanto dos colaboradores, além de tornar a gestão de custos mais eficiente.

Em carta aos acionistas divulgada junto aos resultados, os executivos afirmaram que enxergam as tecnologias avançadas, incluindo IA, como uma “oportunidade significativa de longo prazo”. Identificaram cinco frentes de atuação: criação e produção de conteúdo, monetização, produtividade da força de trabalho, experiências de visitantes e consumidores, e operações corporativas.

Ainda segundo a carta, a empresa está “comprometida em implementar a IA de uma forma que mantenha a criatividade humana no centro de tudo o que fazemos e respeite os criadores e o valor da nossa propriedade intelectual”.

D’Amaro e Johnston também informaram que a Disney “não dará prosseguimento ao investimento anteriormente planejado” na OpenAI, após a empresa ter descontinuado seu aplicativo de geração de vídeos, o Sora. Contudo, ressaltaram que “continuam a explorar possíveis oportunidades comerciais com a OpenAI e outras empresas”.

Picture of Por: Fabio Mendonça

Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado