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Pedro Cypriano

Estudo revela crescimento, desafios e R$ 7,1 bilhões em novos investimentos em parques e atrações

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Resumo do Conteúdo:

  • O 4º Panorama Setorial de Parques, Atrações Turísticas e Entretenimento, da Noctua, Sindepat e Adibra) confirma expansão consistente do setor no Brasil.
  • R$ 7,1 bilhões em novos investimentos previstos em atrações.
  • Setor recebeu 143 milhões de visitantes e gerou R$ 9,5 bilhões em receita no último ciclo.
  • Crescimento anual: +5% em demanda e +13% em faturamento, com valorização do ticket médio.
  • Mais de 200 mil empregos diretos gerados.
  • Mapeados 869 empreendimentos no país.
  • Indicadores reforçam a maturidade e profissionalização do mercado.
  • Principais gargalos: falta de mão de obra qualificada e acesso restrito a crédito, apesar da demanda crescente.
  • 70 novos projetos em desenvolvimento, distribuídos em 41 cidades:
  • 47,4% dos projetos são integrados a empreendimentos de hospedagem; 52,6% são stand alone.
  • 75% dos investimentos já contam com financiamento estruturado, muitos via geração própria de caixa.

 

A quarta edição do Panorama Setorial: Parques, Atrações Turísticas e Entretenimento no Brasil, conduzida pela Noctua Advisory, em parceria com Sindepat e Adibra, revela um setor em expansão contínua, com aumento de receita, crescimento de público e novos investimentos distribuídos por várias regiões do país. O volume total previsto de investimentos em novas atrações é de R$ 7,1 bilhões. Os resultados foram apresentados por Pedro Cypriano, sócio da Noctua, durante o Sindepat Summit 2006.

O levantamento indica que o setor recebeu 143 milhões de visitantes no último ciclo e gerou R$ 9,5 bilhões em receita, além de mais de 200 mil empregos diretos. Em comparação ao ano anterior, a demanda cresceu 5%, enquanto o faturamento avançou 13%, evidenciando ganho de valor por visitante e melhora de performance, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador.

A pesquisa mapeia 869 empreendimentos de entretenimento no país — entre parques temáticos, parques aquáticos, FECs, atrações turísticas e parques naturais. Desses, 308 participaram efetivamente desta edição, o que permite um retrato estatisticamente robusto da atividade.

Segundo Pedro Cypriano, esses números confirmam a consolidação de um mercado que amadurece.  “A cada edição, observamos maior participação das empresas e mais consistência nos dados. Isso permite compreender melhor a dinâmica da demanda e da performance do setor.”

O crescimento também se destaca frente ao ano anterior: a visitação subiu 5%, enquanto a receita avançou 13%, indicando valorização do tíquete médio e ganhos operacionais.

Desempenho por segmento

Os dados por categoria mostram evolução heterogênea:

  • Parques naturais: +5,7% de demanda
  • Parques aquáticos: +11,7% (apesar dos impactos climáticos no RS)
  • Atrações turísticas: crescimento contínuo
  • FECs: retração leve de 1%, associada à ampliação da oferta

O ticket médio dos parques chegou a R$ 134, com alta de 6%, enquanto os FECs registram R$ 59. O segmento de alimentação e bebidas permanece pressionado, sem repasse completo dos custos operacionais.

Mão de obra e crédito

Dois gargalos foram destacados pelos operadores e sistematizados no Panorama: disponibilidade de mão de obra qualificada e acesso a crédito para expansão. O sócio da Noctua explicou que a escassez de trabalhadores especializados reflete o cenário de quase pleno emprego no país, enquanto o crédito mais caro decorre da expectativa de juros elevados por mais dois anos.

“O setor quer investir, há demanda clara, mas o acesso a financiamento segue sendo um ponto crítico para acelerar novos projetos’’, disse Cypriano.

R$ 7,1 bilhões em novos projetos

A pesquisa identificou 70 novos projetos em desenvolvimento — 10% a menos que na edição anterior, mas ainda um volume significativo diante do ambiente econômico.

A distribuição é a seguinte:

  • 17 parques temáticos
  • 20 parques aquáticos
  • 13 FECs e parques indoor
  • 16 atrações turísticas diversas
  • 4 parques naturais

Os empreendimentos estão espalhados por 41 cidades e são divididos entre projetos stand alone (52,6%) e complexos integrados a hospedagem (47,4%). O montante total de investimentos é estimado em R$ 7,1 bilhões, sendo que 75% já têm financiamento equacionado, boa parte por geração própria de caixa.

 “O número de novos projetos mostra que, mesmo com crédito restrito, a indústria continua apostando no crescimento e na qualificação da oferta”, destacou o sócio da Noctua.

Um setor que se profissionaliza e ganha relevância

A apresentação concluiu reforçando a importância do Panorama como instrumento de planejamento e tomada de decisão. “A missão do estudo é apoiar o desenvolvimento do setor com dados confiáveis. Só com informação de qualidade conseguimos orientar investidores, gestores e formuladores de políticas públicas,” afirmou Cypriano.

Organizado pelo SINDEPAT (Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas), o SINDEPAT Summit é o principal evento do setor de parques e atrações no Brasil, reunindo líderes, executivos, investidores, fornecedores e especialistas, e neste ano acontece no Rio de Janeiro, nos dias 12, 13, 14 e 15 de maio.

  • O estudo completo está diponível no LINK.
  • Acompanhe mais do SINDEPAT Summit 2026 em nossas redes sociais.
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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado