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Alexandre Zubaran

CEO da Enjoy detalha desafios de gestão da multipropriedade no ADIT Share 2026 

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Resumo do Conteúdo:

  • Alexandre Zubaran, CEO da Enjoy Hotéis & Resorts, destacou no ADIT Share 2026 a complexidade real de operar multipropriedade — muito além da hotelaria tradicional.
  • Zubaran lembrou que a multipropriedade combina hotel + condomínio + investimento, exigindo gestão contábil, operacional e de cobrança que muda semanalmente.
  • Ele alertou para erros de origem em muitos projetos: arquiteturas pensadas como hotéis tradicionais não suportam a escala da multipropriedade.
  • Sobre relacionamento com multiproprietários: a operação começa quando o cliente não está no hotel; proximidade, transparência e velocidade são essenciais..
  • Zubaran destacou a necessidade de padronização: tratar proprietários e hóspedes do pool de forma distinta gera conflitos irreversíveis.
  • Reforçou que a multipropriedade é excelente negócio quando conduzida com profissionalismo: modelo sustentável, crescente e gerador de valor.
  • Multipropriedade exige técnica, alinhamento e verdade.

 

O CEO da Enjoy Hotéis & Resorts, Alexandre Zubaran, foi um dos destaques do painel sobre operação hoteleira no ADIT Share 2026, em Campos do Jordão (SP), trazendo uma visão direta, técnica e baseada na experiência prática de quem administra alguns os maiores empreendimentos de multipropriedade do país. – Enjoy Solar das Águas Park Resor, com 1000 apartamentos, Enjoy Olímpia Park Resort, com 912 apartamentos.

Ao lado de Gabriela Schwan, da Gabriela Schwan Hospitalidade e Turismo, e Rafael Delgado,  Livá Hotéis, Zubaran reforçou que operar multipropriedade é um desafio que vai muito além da hotelaria tradicional.

Segundo ele, o setor ainda subestima a complexidade do modelo. “Estamos falando de um produto que é hotel, condomínio e investimento ao mesmo tempo. A contabilidade muda toda semana, o uso muda toda semana e a cobrança muda toda semana. Isso é muito mais complexo do que um condomínio-hotel”, afirmou ele.

Ao abordar a infraestrutura necessária para suportar empreendimentos que chegam a centenas de unidades, Zubaran alertou que muitos projetos são concebidos de forma equivocada. “Não se pode planejar multipropriedade com a arquitetura de um hotel tradicional. As áreas comuns não suportam, a recepção não suporta, a piscina não suporta”, destacou. Ele citou casos em que os resorts precisam processar mais de 800 check-ins no mesmo dia — um cenário impensável num hotel convencional.

Outro ponto forte da participação do CEO foi a relação com os multiproprietários. Zubaran reforçou que a operação começa justamente quando o cliente não está no hotel: “Se não houver proximidade, transparência e resposta rápida, os multiproprietários trocam de operador.” Ele contou que, em alguns empreendimentos, administra até 20 grupos de WhatsApp ativos ao mesmo tempo para manter comunicação direta e evitar ruídos.

O executivo da Enjoy comentou sobre conflitos recorrentes no setor, como diferenças de tratamento entre proprietários e hóspedes do pool. “Se você dá um serviço para o hóspede do pool e nega ao proprietário, cria um problema que nunca mais acaba. Padronização é essencial”.

Encerrando sua participação, o CEO da Enjoy reforçou que a multipropriedade é um excelente negócio, desde que seja tratada com profissionalismo. “O modelo é sustentável, cresce e gera valor. O que não tem espaço são aventureiros. A multipropriedade exige técnica, alinhamento e verdade”, concluiu Zubaran.

Organizado pela ADIT Brasil (Associação para Desenvolvimento Imobiliários e Turístico do Brasil), o ADIT Share é o principal seminário para o mercado de multipropriedade e timeshare do país e reuniu empresários, investidores, executivos, advogados, consultores de negócios, arquitetos, entre outros.

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Por: Fabio Mendonça

Redação Turismo Compartilhado