Associações de parques temáticos do Japão recomendam que visitantes de parques temáticos não gritem, como medida de combate a transmissão do novo coronavírus

Imagine ir a uma montanha-russa ou qualquer atração que simule uma queda livre e não poder gritar! Essa é uma recomendação das Associação de Parques Temáticos do Leste e Oeste do Japão. Fechados desde fevereiro, seguindo as orientações das autoridades de saúde para combater a transmissão da Covid-19, os parques temáticos e atrações turísticas japonesas estão voltando às atividades, mas também seguindo novos protocolos de segurança.

Não se sabe como essa recomendação, não uma regra, funcionará na prática, pois essas atrações são desenvolvovidas para arrancar emoções e gritos das pessoas. As associações japonesas afirmam que o documento “Diretrizes para impedir a disseminação da infecção pelo novo Coronavírus’’ conta com o apoio da Oriental Land Japan e USJ, as empresas que administram a Disneyland Tokio/Disney Sea e Universal Studios Japan, respectivamente.

A justificativa para esta recomendação é evitar, apesar de que todos os visitantes de parques terem que usar máscaras, que partículas de saliva possam atingir outros visitantes.

E não são apenas nas atrações radicais que as diretrizes desejam que os hóspedes e visitantes permaneçam quietos enquanto se divertem. Também é recomendado não gritar nas atrações internas, shows, eventos e espetáculos.

Além da recomendação para não gritar, o documento aborda outras medidas mais fáceis de implementar: evitar contato físico entre funcionários e visitantes, inclusive os funcionários que se fantasiam de personagens; limitar a entrada de visitantes nos parques e atrações individuais; verificar a temperatura dos visitantes nas entradas do parque; negar a entrada de pessoas com febre; pedir a todos que usem máscaras enquanto dentro do parque; instalações de entretenimento que incentivem o uso de sistemas de pagamento sem dinheiro e bilhetes de compra antecipada.