Ainda sem data definida para a reabertura, o presidente da AQUA explicou critérios que segmento utilizará para o retorno gradual

O presidente da Associação Regional das Águas Quentes de Goiás (AQUA), Marcelo Palmerston, falou sobre o retorno das atividades turísticas das cidades de Caldas Novas e Rio Quente, após dois meses de fechamento de todo o segmento do turismo da região, em vídeo publicado nas redes sociais, na segunda (18).

A AQUA espera que o segmento tenha um retorno gradual a partir de junho. O presidente da associação explicou que a região já conta com condições de infraestrutura para voltar a receber os visitantes, bem como, os empreendimentos hoteleiros já realizaram seus deveres de se estruturarem com EPI´s, equipamentos e treinamentos das equipes.

‘’Um retorno gradativo é muito importante para ter o mínimo de postos trabalhos garantidos e entrada de receitas’’, disse Marcelo Palmerston, que explicou que a AQUA estabeleceu critérios técnicos de saúde para que o segmento retome às atividades e não corra o risco de sofrer um novo lockdown, se os casos de Covid-19 continuarem crescendo no país: para que o turismo não sofra uma nova paralisação, a região das águas quentes poderá ter até 40 casos ativos de coronavírus, 400 subnotificações, 16 pessoas hospitalizadas e 2 infectados na UTI (a região possui 20 leitos de UTI no total).

Para o empresário, o retorno do turismo na região será lento pelos próximos quatro meses naturalmente, pois pessoas com mais de 60 anos serão desencorajadas a viajar, as férias de julho foram canceladas pelo sistema educacional e muitas pessoas ainda não se sentirão seguras para viajar.

O presidente da AQUA enfatizou que essa segunda fase da pandemia é extremamente importante que o segmento tenha uma reabertura gradual e todos aprendam a coexistir com o vírus, tomando as precauções de saúde e segurança necessárias. ‘’Para evitar uma segunda onda do processo, que é o desemprego em massa e colapso da economia’’, disse.

A Região das Águas Quentes representa 50% do faturamento do turismo do estado de Goiás, aproximadamente R$ 1,5 bilhão, e gera mais de 18.000 empregos diretos ou indiretos ligados ao turismo.

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