Empresários dos segmentos explicaram medidas em live pela internet

Visando debater a reabertura dos parques temáticos, aquáticos e turísticos e esclarecer as medidas preventivas que os empreendimentos do setor devem adotar para resguardar a saúde de visitantes e colaboradores após a pandemia da Covid-19, a Adibra (Associação das Empresas de Parques de Diversões e Atrações Turísticas), realizou o webinar ‘Apresentação dos Protocolos’’, nesta terça, 12/05, com a participação do presidente do conselho de administração do Magic City, Paulo Kenzo Uemura, como apresentador e mediador; o engenheiro da Repro Engenharia, Francisco Donatiello; o presidente do parque Hopi Hari, Alexandre Rodrigues; e o diretor de operações do Wet´n Wild, Ricardo Penteado.

O executivo do Magic City, Paulo Kenzo, iniciou o webinar comentando que alguns países já estão reabrindo suas economias, e alguns parques já anunciaram a reabertura ou voltaram a operar, com é o caso da Disney Shanghai, que teve seus ingressos esgotados em poucos minutos quando anunciou sua volta na semana passada. Ele listou algumas tendências para o mercado de atrações: marcas testadas sairão na frente, aceleração digital, vendas pela internet, trabalho e entretenimento remoto. ‘’Mas a experiência online nunca irá superar a experiência presencial’’.

Para Francisco Donatiello, o momento é de todos se reinventarem, não importando o quanto possui de experiência, deve-se readaptar no novo normal. ‘’Nós trabalhamos para readaptar nossos negócios a nova realidade, com a necessidade de distanciamento social e cuidados sanitários’’, afirmou ele, que salientou que a Adibra e Sindepat reuniram grandes especialistas em parques, atrações e entretenimento, de todas as áreas, e cada um procurou dar a sua colaboração para o desenvolvimento dos protocolos de segurança e saúde. ‘’E chegamos a algo bem abrangente’’.

Apesar de os empresários ainda não poderem afirmar quando os parques irão reabrir, os procedimentos estabelecidos facilitam à volta das operações. ‘’O protocolo faz com que saiamos na frente, para quando retomarmos, estarmos com segurança, profissionalismo e competência’’, disse o engenheiro. Os procedimentos são baseados nos protocolos internacionais, inclusive ao que a IAAPA, a principal organização de parques do mundo recomenta, mas adaptados à realidade brasileira.

Na primeira fase da reabertura haverá redução da capacidade dos parques para 50%. ‘’Desta forma, estaremos oferecendo aos visitantes mais espaço, possibilitando o distanciamento social, que ficou estabelecido de um metro e meio. Temos que adaptar nossas atrações, filas, tudo para essa realidade’’, explicou Francisco Donatiello.

Para o engenheiro, os treinamentos das equipes deverão ser um ponto de atenção das operações neste momento. ‘’Deve ser bem realizado e efetivamente avaliar se o funcionário entendeu os motivos de realizar os procedimentos’’, disse ele.  Além de realizar também treinamentos práticos, com simulações. ‘’Para se habituarem com esta nova postura, a essa nova forma de trabalhar, os funcionários deverão incentivar a tomada de atitude certa do cliente e fiscalizá-los Esses treinamentos devem ser realizados antes das reaberturas’’.

Adoção dos protocolos

De acordo com Alexandre Rodrigues, do Hopi Hari, o parque de diversões já seguindo à risca os protocolos. ‘’Iremos realizar uma triagem, desde o carro até as catracas, depois teremos borrifadores para higienização das mãos, todos visitantes terão que estar com máscaras e daremos muito treinamento para os colaboradores’’.

Segundo Ricardo Penteado, do Wet n´Wild, cada empresa adotará as medidas sobre treinamento e entrada para os funcionários, mas o protocolo recomenda que todos os colaboradores estejam com o máximo de capacitação e informações possíveis para a abordagem aos visitantes.

O executivo do Wet n`Wild reforçou que a comunicação com os colaboradores terá que ser assertiva, sempre lembrando o uso obrigatório das máscaras e para lavar sempre as mãos, além de as empresas terem que medir as temperaturas, ter um reforço na higienização dos uniformes, programar a entrada e saída dos funcionários e horários das refeições para evitar aglomerações, readaptar os refeitórios para servir pratos individuais, em vez de self service, e também ter procedimentos rígidos com os fornecedores nas entregas de mercadorias.

Procedimentos com clientes

Francisco Donatiello explicou que protocolo indica que quando o cliente apresentar temperatura acima 37,5ºC não poderá entrar no parque. Neste caso, o parque deve orientar o cliente procurar orientação médica.

Não basta higienizar, mas deve-se mostrar aos clientes que está sendo realizado corretamente. De acordo com o engenheiro, isso passará mais segurança aos clientes. ‘’Para cada equipamento deve-se encontrar os procedimentos específicos, para uma montanha russa e roda gigante higienização a cada ciclo, brinquedos eletrônicos a cada uso, mas fazer de forma eficiente e visível’’.

Francisco Donatiello também enfatizou que cada complexo terá que avaliar suas atrações, sobre os procedimentos de higienização possíveis e com fazer o distanciamento social. Ele exemplificou com a piscina de bolinhas, que se o parque verificar que não consegue realizar a higienização e manter as crianças distantes uma das outras, a atração não deverá voltar a funcionar nesta primeira fase da reabertura. ‘’Depois iremos voltar ao normal’’.

O presidente do Hopi Hari contou que os sanitizadores para higienizar as mãos dos clientes do parque já estão instalados em todas entradas e saídas de cada atração, em todas áreas do parque ‘’Depois de cada ciclo das atrações estaremos realizando a limpeza. Hoje estamos atacando o vírus, imunizando todos os pontos possíveis’’.

Alexandre Rodrigues também disse que o distanciamento social não será apenas nas filas, mas também nas atrações, deixando poltronas livres entre cada cliente que utilizar as atrações.

Presidente do Hopi Hari explica procedimentos de distancimento nas atrações do parque

Parques Aquáticos

Ricardo Penteado lembrou que o uso da máscara será obrigatório também nos parques aquáticos, mas apenas nas áreas de convivência social e interação com os funcionários. Em relação as piscinas e atrações aquáticas, o executivo do Wet n´Wild explicou que cada parque avaliará o que for melhor, de acordo com o risco da atração.

Outra recomendação de Ricardo Penteado é para os parques garantirem a qualidade das águas das piscinas, com os níveis de cloro corretos. ‘’Manter as águas das piscinas bem tratadas não têm risco, não transmite vírus’’.

Tecnologia

A tecnologia nunca foi tão aliada aos parques como neste momento. Ricardo Penteado lembrou que há muito tempo se discute o uso da tecnologia para realizar filas virtuais, seja aplicativos em smartphones ou pulseiras inteligentes, para que os clientes não perdessem tempo nas filas das atrações, e a pandemia acelerou essa necessidade.

Outro uso da tecnologia abordado pelo executivo do Wet n´Wild é para pagamentos. ‘’A expressão sem dinheiro (cashless) trará mais segurança para as operações. É uma forma do cliente realizar os pagamentos sem pegar em dinheiro ou cartão’’, explicou ele. ‘’O protocolo menciona realizar a limpeza das superfícies das máquinas de cartão de crédito, mas o cachless dará mais segurança ao cliente’’.