Na retomada do turismo, na volta das operações comerciais, complexos turísticos deverão seguir medidas sanitárias rígidas e criar meios de evitar aglomerações

Desde meados do mês de março os hotéis e parques brasileiros estão fechados, parando literalmente toda a cadeia do turismo. Além de planejarem sobre os aspectos financeiros neste momento, as empresas do segmento também devem se preocupar com as medidas restritivas que terão que adotar após a pandemia do Covid-19.

Com a flexibilização da quarentena na China e a retomada do turismo no país, com reabertura de hotéis e parques, podemos espelhar algumas medidas que servirão aos complexos turísticos brasileiros na volta às operações.

Algumas medidas deverão ser temporárias, mas outras poderão alterar a relação entre hotéis e clientes definitivamente, como as relacionadas à tecnologia.

Capacidade Reduzida

Uma das medidas com grande impacto econômico será a redução da capacidade de visitantes, para evitar aglomerações e facilitar o distanciamento social. Os complexos reabertos na China estão operando entre 40% e 50% da capacidade de visitantes ou hóspedes.

Medidas de saúde e segurança 

Estas medidas serão essenciais para que os turistas queiram visitar ou se hospedar nos complexos. Em tempos de pandemia, a limpeza e segurança dos hotéis e parques serão o melhor marketing. Porém, também demandará um grande trabalho operacional e muito treinamento. Imagine uma parque aquático que tenha uma atração com boias, cada vez que um cliente utilizá-la, o parque deverá desinfetá-la antes de entregar para outro cliente.

Muito provavelmente os empreendimentos deverão ter recipientes com álcool em gel por vários locais, medir temperatura dos colaboradores e clientes, exigir que todos usem máscaras, além de, em alguns casos, poderem até realizar testes de Covid-19 em seus funcionários. 

Fim das filas 

As filas nas atrações deverão enfim chegar ao fim, por conta do distanciamento social que deverá ser obrigatório entre os clientes. Assim, as empresas deverão investir em tecnologias criar filas virtuais, emissão de ingressos e qualquer tipo de pagamentos. Aliás, os clientes deverão ser encorajados a realizar compras pelos smartphones, para evitar uso do dinheiro, cartões e contatos com os funcionários. Até mesmo os toténs de pagamentos deverão ser pouco utilizados, a não ser que o empreendimento desinfete-ôs sempre após um cliente realizar o pagamento.

Evitar aglomerações

Além das medidas de distanciamento social e evitar filas, para não ter aglomerações os complexos turísticos podem não realizar eventos ou shows, ou pelo menos reduzir a capacidade de visitantes destes espetáculos

O Ocean Park, em Xangai, por exemplo, continua com suas atrações, mas reduziu a capacidade do público presente para 30% para garantir o distanciamento social, além de seguir medidas de deixar filas vazias e manter de três a quatro lugares livres entre as famílias. 

Restaurantes dos hotéis 

Além das severas medidas sanitárias que os restaurantes deverão cumprir, os hotéis e parques também deverão reduzir as capacidades e manterem distâncias mínimas entre as mesas, poderão exigir que os colaboradores utilizem máscaras e luvas. Mas a principal mudança deverá ser em relação ao sistema de buffet, que é o mais utilizado em hotéis e parques, que deverá ser substituido pelo à la cart, pelo menos até durar as restrições de distanciamento social.