Artigo de Milton Filho, arquiteto e urbanista da MFDC Arquitetura & Design

O ano de 2020 apenas começou, e para o mercado de Parques Aquáticos é um ano que promete, com inúmeras inaugurações de novas atrações em parques de todo o país.

Com novos parques de grande porte em construção, esse é um mercado que está aquecido, com redução de impostos para importação de novas atrações, novos fabricantes nacionais surgindo com produtos inovadores, de qualidade, segurança e totalmente fabricado no Brasil.

O Parque Aquático é um entretenimento essencial para inúmeros empreendimentos turísticos conseguir se consolidar como destino, tem um custo de implantação e manutenção menor que um parque temático, e estamos em um país com clima tropical e algumas regiões com altas temperaturas durante todo o ano, o que favorece esse mercado.

E o público tem correspondido a altura, hoje no Brasil há dois dos parques mais visitados no mundo, e veja que estamos na mesma lista de parques em Orlando/EUA e China, o que demonstra o gosto do público por esse produto.
Porém, com tantos novos produtos, novas atrações, e novos destinos turísticos sendo criados pelo país, como se destacar? Como ter um diferencial?

Temos dois fatores de extrema importância, o primeiro a arquitetura e temática do parque, e um segundo, a operação e serviços oferecidos ao cliente, como a gastronomia, equipe de lazer, a pessoalidade com que o cliente é tratado.

Aqui vamos discutir um pouco sobre arquitetura e temática.

Como dissemos, o mercado de atrações e equipamentos vem tendo uma evolução e muitas opções a disposição dos projetistas e proprietários de parques aquáticos, porém para o cliente a importância se é de fornecedor A ou B é pequena, esse cliente quer ser impactado pelo visual, as cores, o tema. E aqui na temática precisa estar relacionado com o DNA da empresa, o meio ambiente, o entorno que está inserido, porque aí existe potencial de criar algo único, que deve ser vendido como diferencial no mercado, e que o cliente perceba o valor agregado do produto.

Um parque deve inaugurar com um mix de atrações que atenda a uma diversidade de público, ou seja, deve ser democrático, porém para gerar recorrência de clientes, manter a mídia espontânea, e se posicionar no mercado, é necessário um plano de expansão e lançamento de novas atrações no máximo a cada dois anos, gerando curiosidade e desejo nos clientes em voltar, porque sempre tem novidades no mercado.

Para o parque que já estiver consolidado, ou com pouca área disponível, um recurso interessante é a renovação e troca das próprias atrações, ou seja, desmontar as mais antigas e criar novas atrações, novas histórias. Essa é uma estratégia de sucesso, porque o parque aquático tem um limite de crescimento, encontrar o ponto de equilíbrio no gráfico do custo recorrente X público ao longo do ano não é tarefa fácil.

E o mix de atrações? Não existe mix ideal, uma receita para todos os parques, isso depende do DNA de cada destino. Alguns destinos nascem a partir de um camping, aventura, natureza, e o público busca uma determinada experiência, outros destinos nascem com um DNA mais urbano, próximo a grandes centros, com forte potencial de excursões, grupos escolares, voltados para uma experiência de adrenalina radical. Então para definição do mix é necessário um diagnóstico no DNA do negócio e do destino.

  • Milton Filho é arquiteto e urbanista, sócio da MFDC Arquitetura & Design, com mais de 10 anos de experiência em Arquitetura e Construção Civil, possui MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas, no segmento de turismo e hotelaria atuou por seis anos na Aviva Algar FLC, como coordenador de projetos, gerenciando todo o Portfólio da área de Projetos e Implantação.

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