COO da Amplus Construtora detalha alguns pontos para construção de multipropriedade

Entre as várias fases do ciclo do negócio da multipropriedade turística e imobiliária, uma ainda pouco debatida, mas também muito importante, é a construção e execução da obra de fato, que envolve planejamento, recebimento da carteira e cumprimento do cronograma, para entregar o empreendimento aos multiproprietários na data prevista.

A execução de uma obra de multipropriedade é diferente do mercado imobiliário tradicional. O mercado já conta com construtoras com expertise no modelo da multipropriedade. Uma construtora que não for habituada com o segmento pode trazer sérios riscos à consecução do negócio, com grandes estouros no orçamento e prazos.

O COO da Amplus Construtora, empresa construtora especialista em obras incorporadas no regime de multipropriedade, Paulo Victor Sbroggio, detalha alguns pontos relevantes sobre como dever ser o planejamento do cronograma das obras do empreendimento.

De acordo com ele, para execução do planejamento, e como output deste, o cronograma físico financeiro, é importante ter em mãos: as premissas financeiras dos incorporadores, datas de entregas fixadas em contrato e o planejamento comercial das equipes de vendas com as metas para cada período. ”De posse disso tudo, conseguimos estimar alguns cenários de fluxos de caixa e de liberações mensais para a obra, fazendo assim nosso planejamento base, que estará “debaixo do braço” da equipe de gestão e execução da obra, pois será remodelado constantemente de acordo com o desenvolvimento do negócio”.

Para Paulo Victor, o ideal é que se inicie as obras em até doze meses após o lançamento do empreendimento (início das vendas). Iniciar depois disso pode gerar um descrédito para o produto e insegurança por parte da carteira de clientes, podendo impactar nas taxas de inadimplência e distratos. ”A obra de fato é um ótimo argumento nas salas de vendas e um potencializador dos volumes de vendas mensais”.

O COO da Amplus lembra que não existe por lei um prazo máximo para execução da obra e entrega do empreendimento, como acontece em loteamento, por exemplo. ”Mas por questões comerciais, não recomendamos vender um apartamento que será entregue em mais de 36 meses do dia da venda”, sugere Paulo Victor. ”Uma boa estratégia é fasear o empreendimento, entregando-o por etapas”.