CEO da Amplus Construtora explica principais pontos em que incorporadoras e construtoras devem ter cuidado ao realizarem obras no modelo fracionado


Apesar da multipropriedade ser considerada um produto imobiliário, com muitas construtoras e incorporadoras investindo neste segmento, há muitas particularidades neste modelo que são diferentes da incorporação tradicional que merecem ser destacadas. Além do sistema de marketing, vendas, pós-vendas e gestão hoteleira e condominial, a construção do empreendimento de multipropriedade também se diferencia do modelo imobiliário de incorporação tradicional.

O CEO da Amplus Construtora, Paulo Henrique Barbosa, explica as diferenças que as construtoras, acostumadas com construções imobiliárias tradicionais, devem se atentar ao terem obras no modelo de multipropriedade. A Amplus Construtora possui projetos de incorporação tradicional e também no ramo das frações imobiliárias, com o empreendimento Lagoa Eco Towers, em Caldas Novas/GO.

De acordo com o empresário, a principal diferença é com relação ao fluxo de caixa do incorporador/empreendedor, que na maioria dos casos é dependente das vendas e recebimentos mensais. ”Diferentemente de uma incorporação tradicional, onde temos o apoio do SFH (Sistema Financeiro Habitacional) e outras linhas de crédito, nos empreendimentos de multipropriedade, o funding do empreendimento é formado com capital próprio e o recebimento das vendas”.

Paulo Henrique Barbosa

Paulo Henrique ressalta a importância de observar de perto se o desempenho das vendas e recebimento está de acordo com o planejado, pois isso refletirá no curto prazo no caixa do empreendimento, impactando no que pode ser investido na obra. ”Em empreendimentos tradicionais, o desembolso financeiro obedece os critérios técnicos de execução. Já em empreendimentos no regime de multipropriedade, o planejamento é dinâmico e é refeito e adaptado mensalmente, para otimizar o dinheiro disponível e não estourar o caixa do empreendedor”.

As consequências de um mau planejamento da obra ou um não acompanhamento e adaptação constante, segundo Paulo Henrique, podem ser ociosidade das equipes, atrasos (devido a sequenciamento erradas das atividades), retrabalhos e aumento do custo direto da obra.

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